Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (30), em suas redes sociais, que o elenco do Barcelona aceitou uma redução de 70% em seu salário em meio à crise do coronavírus, que paralisou o futebol em todo o mundo. O argentino, líder do plantel, aproveitou a ocasião do anúncio para defender os jogadores do que considera uma pressão desnecessária para que cedessem ao apelo de diminuição salarial.

A paralisação do futebol já traz e trará ainda mais prejuízos financeiros às equipes. Para evitar que a corda estoure do lado mais fraco, o dos funcionários, os jogadores decidiram aceitar corte significativo em seus vencimentos.

“Antes de mais nada, queremos esclarecer que nossa vontade sempre foi de aplicar uma redução ao salário que recebemos, porque entendemos perfeitamente que se trata de uma situação excepcional e somos os primeiros a sempre ajudar o clube quando nos foi pedido. Incluindo muitas vezes em que o fizemos também por iniciativa própria, em outros momentos que consideramos necessário ou importante.”

Em seu comunicado como porta-voz do elenco, Messi demonstrou irritação com as críticas de que o grupo foi alvo pela suposta demora em anunciar que aceitariam uma redução salarial.

“Não deixamos de nos surpreender que dentro do clube tenha havido quem nos colocou sob escrutínio e tentou colocar pressão para que fizéssemos algo que sempre esteve claro que faríamos. Dito isso, o acordo demorou alguns dias porque simplesmente estávamos buscando uma fórmula para ajudar o clube e também seus funcionários nesses momentos tão difíceis.”

“De nossa parte, chegou o momento de anunciar que, além da redução de 70% de nosso salário durante o Estado de Alarme, vamos fazer também doações para que os empregados do clube possam receber 100% de seus salários enquanto esta situação durar”, completou.

Em complemento ao texto de Messi, o Barcelona divulgou seu próprio comunicado, afirmando que todos os membros das equipes profissionais e a maior parte do time de basquete haviam aceitado a redução. O clube acrescentou que este sacrifício significa que toda a equipe não esportiva do clube poderá receber seu salário na íntegra durante esta crise sanitária do coronavírus.

 

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Na Alemanha, Bayern de Munique e Borussia Dortmund haviam anunciado na semana passada que seus jogadores aceitaram uma redução salarial em meio à pandemia, e ambos os clubes, além de RB Leipzig e Bayer Leverkusen, decidiram doar € 20 milhões ao restante dos clubes da Bundesliga e também às equipes da segunda divisão, já prevendo o pesado impacto financeiro que a crise do coronavírus terá nessas agremiações.

Esforços como esses serão bem-vindos em todos os lugares cujas competições de futebol foram paralisadas, o que significa basicamente o mundo inteiro, com exceção à Belarus. Não há cenário em que todos, jogadores, clubes e emissoras de TV, saiam incólumes desta tribulação financeira que está apenas começando.