Desta vez, não houve tanta badalação. O que não tira as razões para festejar e agradecer o apoio da comunidade. O Leicester realizou nesta segunda seu evento anual de melhores do ano. Não tinha a taça da Premier League para exibir, mas encheu o peito para falar da grande campanha na Liga dos Campeões e da reviravolta para fugir do rebaixamento. E, como passado, a solidariedade prevaleceu. O dono do clube, Vichai Srivaddhanaprabha, anunciou a doação de £1 milhão para financiar pesquisas do instituto de medicina na Universidade de Leicester.

A postura segue o que aconteceu no último ano. Na ocasião, o magnata tailandês desembolsou £2 milhões para Leicester Hospitals Charity, entidade que trabalha para melhorar a estrutura dos hospitais locais. O anúncio tinha sido feito por Susan Whelan, chefe-executiva do Leicester e número dois na hierarquia do clube. Segundo a dirigente, o bilionário queria dar uma retribuição pessoal à cidade pela maneira como a população o acolheu. O dinheiro ajudou na construção de um novo hospital infantil para atender a região. Desta vez, enfatiza a área científica e o desenvolvimento da medicina.

Além do gesto de caridade, o Leicester também premiou os seus destaques individuais da temporada. Kasper Schmeichel levou os dois principais prêmios, eleito o melhor jogador pelo clube e também pelos próprios companheiros – em condecorações divididas entre Riyad Mahrez e N’Golo Kanté no último ano. Wilfried Ndidi ganhou como melhor jovem, enquanto a bomba de Danny Drinkwater contra o Liverpool foi apontada como o melhor gol. A melhor atuação ficou para a classificação diante do Sevilla na Liga dos Campeões.

O Leicester entra em campo mais duas vezes até o final da temporada. Recebe Tottenham e Bournemouth no Estádio King Power, encerrando sua participação na Premier League. Sem Andrea Bocelli ou Claudio Ranieri, mas com uma torcida apaixonada, que permanece grata por tudo aquilo que vem vivendo nos últimos meses – e que não se resume apenas ao brilho de uma taça.


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