A estreia de Cristiano Ronaldo na Champions League pela Juventus não foi nada do que ele ou o clube esperavam. O camisa 7 foi expulso de campo, em uma decisão no mínimo muito questionável do árbitro Felix Brych, ainda no primeiro tempo. Apesar de ficar sem seu melhor jogador, a Juventus venceu o Valencia com alguma dose de tranquilidade por 2 a 0, graças a dois gols de pênalti, mesmo jogando no estádio Mestalla, que costuma ser uma arma importante do clube espanhol. Uma vitória importante em termos de classificação, mas que vai deixar muita discussão por três três pênaltis e essa expulsão bastante discutível.

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Desde o começo, a Juventus era melhor no jogo e capaz de criar boas chances. Em uma delas, algo claríssimo: bola na área de pênalti que Khedira chutou por cima. O Valencia pouco conseguia fazer e a Juventus era quem dava as cartas. Cristiano Ronaldo, aberto pela esquerda, era bastante acionado nos primeiros minutos. Khedira, aliás, teve que saiu machucado para a entrada de Emre Can logo aos 23 minutos do primeiro tempo.

O lance mais polêmico do jogo aconteceu aos 28 minutos do primeiro tempo. Em uma descida pela esquerda de Alex Sandro, Cristiano Ronaldo se enroscou com o zagueiro colombiano Murillo, que caiu. O português não gostou e colocou a mão na cabeça do jogador, empurrando. O árbitro não viu, mas o auxiliar atrás do gol o chamou. O árbitro pareceu perguntar duas vezes ao auxiliar, que respondeu afirmativamente com a cabeça. O árbitro Felix Brych procurou então por Ronaldo e mostrou o cartão vermelho ao português, que ficou inconsolável, quase chorando e perguntando: “O que eu fiz?”.

Cristiano Ronaldo reclama da expulsão (Foto: Getty Images)

Apesar do ato dramático para a Juventus, o Valencia não conseguiu aproveitar. Melhor na partida, a Juventus seguiu no ataque. Aos 43 minutos do primeiro tempo, João Cancelo tinha furado a primeira bola, acertou a segunda na trave e, no rebote, ele foi derrubado derrubado por Parejo. Pênalti e cartão amarelo para o jogador do Valencia. Miralem Pjanic cobrou com categoria e marcou: 1 a 0 para a Juventus, placar do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Valencia parecia continuar sem recursos para chegar ao ataque com qualidade. Pior ainda: logo no início do segundo tempo, mais um pênalti para a Juventus. Desta vez, Jeison Murillo se enroscou com Leonardo Bonucci e o árbitro apontou a marca da cal sem dó. Pjanic teve a responsabilidade, cobrou em um canto diferente do primeiro pênalti, e marcou de novo: 2 a 0, aos seis minutos do segundo tempo.

Experiente que é, a Juventus controlou o jogo. O time do técnico Massimiliano Allegri não sofria na defesa, muito pelo contrário. Cancelo, em ótimo início de temporada, fez uma partida muito boa. Bonucci e Giorgio Chiellini, na zaga, também foram muito bem. Blaise Matuidi e Federico Bernardeschi também foram bem atuando pelas pontas e recompondo muito bem. O time foi afundando na defesa à medida que o tempo passava na segunda etapa do jogo. O Valencia, porém, seguia sem ameaçar.

No final do jogo, já no último lance da partida, veio um lance de pênalti para o Valencia. Foi Dani Parejo, o capitão do time do Valencia, que foi para a cobrança. Autor do pênalti do primeiro gol, ele tinha a chance de se redimir. O lance foi similar ao do segundo pênalti marcado para a Juventus. Só que Parejo cobrou e o goleiro Wojciech Szczesny defendeu. Uma defesa muito comemorada pelos jogadores da Juventus. E o Valencia sai de campo com a sensação de fracasso: apesar de ter um a mais em campo, pouco, ou nada, conseguiu fazer em campo.