O grande desfalque desta final da Libertadores é Galvão Bueno. Criticar o principal narrador da Rede Globo costuma ser um esporte para muita gente, mas é difícil imaginar o hábito de assistir a grandes jogos de futebol na televisão sem a presença de Galvão. E o locutor teria um sábado especial, ao ganhar a chance de cobrir uma final continental com seu time de coração. Infelizmente, um infarto tirou o veterano da decisão. A boa notícia é que sua recuperação após realizar um cateterismo é positiva. De qualquer maneira, Galvão vai fazer falta. É uma pena que ele não possa viver este momento, sobretudo pela forma como esta partida carregada de expectativas poderia marcar os últimos anos de sua carreira.

Galvão, ao menos, teve outra oportunidade de narrar uma final de Libertadores com o seu Flamengo em campo. O carioca havia acabado de chegar à Rede Globo em 1981 e geralmente cobria as partidas no Rio de Janeiro. A voz que eternizou a vitória por 2 a 1 na primeira partida contra o Cobreloa foi a dele. Pôde emprestar sua vibração aos dois gols de Zico, anotados ainda no primeiro tempo. Galvão, todavia, não faria os outros dois jogos do Fla naquela decisão. Principal narrador da Globo na época, Luciano do Valle assumiu os microfones em Santiago e também em Montevidéu.

Para desejar melhoras a Galvão e também homenagear sua história na Libertadores, reproduzimos o vídeo completo da narração de Flamengo x Cobreloa, além de trechos de outras conquistas brasileiras celebradas com a voz do veterano. Há espaço até ao período em que ele passou pela obscura Rede OM e narrou o título do São Paulo em 1992. Dos títulos do país na competição continental desde 1981, Galvão não havia narrado apenas quatro: em 2006, 2011, 2012 e 2013, todas com a locução de Cléber Machado – exceção feita à ida de Atlético Mineiro x Olimpia, comandada por Rogério Corrêa.