Lothar Matthäus escreveu seu nome na história do futebol mundial com sucesso tanto por seleção quanto por clubes. Dedicou cerca de 12 anos ao Bayern de Munique, esteve presente por quase 20 na seleção alemã e, fora da Alemanha, destacou-se também pela Internazionale, onde atuou por quatro temporadas. Tem, portanto, crédito para comentar sobre essas equipes. E sua avaliação sobre a possível ida de Podolski para o time italiano não foi nada leve, tanto do ponto de vista do jogador quanto do clube. Para ele, o atleta que conquistou o torcedor brasileiro com seu carisma estaria se juntando a um time medíocre, mas ainda assim combinaria com os Nerazzurri, já que ambos “tiveram sucesso no passado e buscam reencontrar esse sucesso”.

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Em entrevista ao jornal alemão Hamburger Morgenpost, Matthäus não teve medo de criticar tanto o compatriota quanto seu ex-clube. Foi duro nas palavras, mas com um jeito de quem aconselha. “De um ponto de vista, o Podolski e a Inter certamente combinariam, porque ambos têm grande nome e tiveram um sucesso considerável no passado. Poderia ser positivo para que retomassem a busca por sucessos juntos. Mas me dói ver onde a Inter está agora. Eles se tornaram um clube medíocre, então o Podolski se juntaria a um clube medíocre, embora a Inter tenha mais vantagens econômicas que outros clubes da Itália”, analisou.

O tom de aconselhamento ficou ainda mais claro quando o campeão do mundo pela Alemanha em 1990 se concentrou em avaliar a situação pela qual Podolski passa em sua carreira. O alemão perdeu bastante espaço no Arsenal e já deu uma cutucada ou outra demonstrando sua insatisfação com o banco de reservas. Para Matthäus, o camisa 9 dos Gunners não pode desviar da responsabilidade pela posição em que ele próprio se colocou.

“O que o Podolski busca não importa. O que importa é o que o Arsenal quer. Ele tem um contrato a cumprir lá. Do Bayern, ele fugiu. O único clube em que ele foi consistente foi o Köln. Não dá para você sempre culpar os outros quando as coisas dão errado. Simplesmente há outros melhores (que ele)”, completou.

Embora pesadas, temos que reconhecer que as críticas de Matthäus não são infundadas. Talvez em relação à Inter, a palavra “medíocre” tenha sido uma escolha um tanto desmedida, mas dá para ver a fala como a de alguém apaixonado pelo clube e que não mede a corneta ao comentar uma má fase. Já em relação a Podolski, há pouco do que se discordar. Em campo, o atacante não mostra há um bom tempo merecer mais espaço seja na seleção alemã, no Arsenal ou em qualquer outro lugar. Tem potencial de mostrar mais, mas não tem feito muito quando ganha as chances.

É natural que, com o tempo, o desperdício dessas oportunidades signifique perda de espaço. Portanto, talvez o melhor caminho seja mesmo se reencontrar em outro lugar, e a Inter é uma boa opção para isso. Carece de bons nomes lá na frente, e, estando bem, Podolski pode ser um desses caras.