Lothar Matthäus permanece como o último jogador alemão a conquistar o Prêmio de Melhor do Mundo da Fifa. O capitão da seleção tricampeã em 1990 recebeu a honraria no ano seguinte, após já ter faturado a Bola de Ouro – este troféu, que também teve Matthias Sammer na lista de ganhadores em 1996. E se a voz de Matthäus vale como autoridade por tudo o que viveu em campo, o veterano faz sua aposta para sucedê-lo no trono: o meia Kai Havertz. Em entrevista à revista Kicker,  o ex-camisa 10 apontou que o meia de 20 anos tem bola para ser considerado o melhor do planeta.

“Ele colocou seu sarrafo muito alto. Para mim, foi o melhor jogador da última temporada na Bundesliga. Se Havertz puder manter este alto nível, com essa leveza, essa inteligência, essa presença em campo e esse faro de gols, então ele algum dia pode se tornar meu sucessor como melhor do mundo”, analisou Matthäus.

De fato, Havertz viveu uma temporada excepcional com o Bayer Leverkusen. O garoto cresceu demais sobretudo durante o segundo turno, quando guiou os Aspirinas na arrancada para alcançar a zona de classificação à Champions. Anotou 17 gols, além de contribuir com quatro assistências. Embora tenha participado do torneio continental há duas temporadas, será a primeira vez em que o prodígio o disputará como protagonista de sua equipe. Receberá uma boa oportunidade para fazer seu nome, em um nível alto de exigência.

“Ele poderá disputar a Champions League nesta temporada e, em seguida, se transferir a um grande clube, mostrando o que é capaz. Embora Joachim Löw tenha dado pouco espaço na seleção, isso não é totalmente ruim. Tive uma boa impressão de Kai, ele me pareceu um garoto que continua com os pés no chão”, complementou Matthäus. Havertz, por sua vez, se abre às negociações. Segundo suas palavras, quer contribuir às próximas campanhas do Leverkusen, antes de ambicionar voos mais altos.

Havertz chegou a ser pedido à Copa do Mundo de 2018, mas só ganhou a primeira convocação depois do torneio. Fez sua estreia nos últimos amistosos, com boa atuação contra a Rússia, ainda que tenha permanecido como reserva na Eliminatórias da Euro 2020. A boa fase no Leverkusen, em um setor no qual não há um jogador exatamente com suas características disponível ao Nationalelf, pode ajudá-lo. Pela visão de jogo e pela habilidade, não há dúvidas que Havertz tende a se firmar como um nome especial. E este é o momento para começar a confirmar as apostas. O caminho está aberto.

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