Não chega a ser uma novidade, mas Ibrahimovic foi poucas vezes notado em campo. Um chute muito perigoso na etapa final foi o único grande momento do atacante no jogo. Os parisienses foram bem e um dos responsáveis foi Lucas. Estreando em Liga dos Campeões, o brasileiro foi efetivo e participou diretamente de um dos gols da equipe.

Ibrahimovic deu 58 toques na bola, três chutes a gol e… Nada mais. Um chute ali no segundo tempo e pouca contribuição. É verdade que o cartão vermelho recebido pelo sueco no fim do jogo foi um exagero do árbitro, mas também uma falta de inteligência do atacante. E o time venceu não por causa de Ibra, mas apesar dele.

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Lucas tocou na bola 38 vezes. Deu três chutes a gol, fez três dribles e desarmou o adversário duas vezes. Fez partida como se espera de um jogador aberto pelos lados do campo. Sem a bola, recompunha o meio, marcava o lateral e fechava os espaços. Teve que correr muito para dar conta de Guardado, que jogou na lateral esquerda. Com a bola, foi bem. Chutou uma bola na trave em chute de fora da área e, já no final da etapa inicial, deixou Guardado no chão antes de passar para Pastore marcar 2 a 0. Foi o quarto passe para gol de Lucas em cinco jogos. O primeiro na Liga dos Campeões.

Os 2 a 1, com um gol tomado no final, deixa a eliminatória com alguma indefinição. O PSG, porém, mostrou que está pronto para ir para as quartas de final. E Ibra, mais uma vez, decepciona no mata-mata da Liga dos Campeões.

Faca nos dentes
Marchisio apareceu para ser decisivo em uma Juventus que foi pressionada (Foto:  AFP PHOTO/IAN MACNICOL)
Marchisio apareceu para ser decisivo em uma Juventus que foi pressionada (Foto: AFP PHOTO/IAN MACNICOL)

O Celtic mostrou contra o Barcelona ser um time chato de jogar contra. Duro na defesa, forte na bola aérea, bem posicionado. A Juventus, porém, é um time atualmente mais forte e com as mesmas características, com a vantagem de ter muito mais técnica e jogadores para decidir. E o time foi cirúrgico. O placar pode dar a impressão de ter sido um jogo fácil. Não foi.

O Celtic mostrou o mesmo que outras ocasiões: muito coração. Só que desta vez, teve mais tempo a bola no pé. Trocou mais passes nesse jogo do que em todos os anteriores na competição. Não foi suficiente. Faltava saber finalizar. Hooper foi pouco eficiente no meio dos zagueiros. Quase não viu a bola chegar até ele.

O time escocês fez o que precisava. Jogou para cima, abafou, pressionou a saída de bola, tornou a vida dos bianconeri difícil. O problema é que os italianos não pareceram abalados. Ao contrário, pareciam ter completa ciência do que precisavam fazer. Estavam com a faca nos dentes, esperando o momento de usá-la. E quando a oportunidade apareceu, aos 32 minutos, fez 2 a0. E aproveitou que o adversário ficou cambaleante e detonou um 3 a 0 com um novo golpe. Decidiu a eliminatória no primeiro jogo. Sai de campo com a cara cínica dos assassinos frios.