Gerardo Martino sabe que Lionel Messi não teve descanso na pré-temporada. Sabe, também, que há uma Copa do Mundo no horizonte e que precisa muito do melhor jogador do mundo. Por isso, Tata cuida do físico do argentino, que foi substituído quatro vezes em nove jogos, mais que nas últimas três temporadas inteiras, e poupado de alguns treinos. A preocupação do treinador, porém, não está evitando as lesões.

Neste sábado, ele machucou a coxa e saiu ainda no primeiro tempo da vitória do Barcelona sobre o Almeria por 2 a 0 – deu tempo de abrir o placar. Foi a quarta lesão dele apenas em 2013, e Messi nunca se machucou muito. No começo da carreira, perdeu a final do Mundial de Clubes de 2006, mas nem titular era. Nos anos em que se consolidou como o melhor jogador do mundo, sofreu poucas lesões e nenhuma séria.

O treinador da seleção argentina poderia colaborar. Mesmo classificado para o Mundial do Brasil, Alejandro Sabella convocou o atacante para os últimos dois jogos das Eliminatórias Sul-Americanas, contra Peru e Uruguai. Esse período poderia ser muito bem utilizado pelo jogador para descansar. Agora, com a lesão, Sabella deve ser obrigado a cortá-lo.

Messi é dúvida para o jogo da próxima terça-feira, pela Liga dos Campeões, contra o Celtic, na Escócia, mas o resto da temporada também está em xeque. O próprio jogador é o que o futebol chama de fominha. Quer jogar sempre, quer participar de todas as jogadas, não quer ser substituído nunca, mas se continuar se machucando a cada meia dúzia de jogos, vai chegar ao Brasil em junho todo quebrado.