A Federação Marroquina de Futebol (RMFF) anunciou em um comunicado na sexta que conseguiu cumprir os requisitos para se candidatar a ser sede da Copa do Mundo de 2026. A candidatura foi enviada para a Fifa e Marrocos concorrerá para sediar a competição pela quinta vez na história. Tenta ser o segundo país africano a sediar o principal torneio de seleções do mundo, depois da África do Sul, em 2010.

O problema para os marroquinos é que a candidatura com a qual irão concorrer é amplamente favorita. Liderada pelos Estados Unidos, a candidatura conjunta da América do Norte conta ainda com Canadá e México. Os americanos já foram candidatos à Copa de 2022, que ficou com o Catar em um processo seletivo que ficou em evidência pela falta de transparência e as muitas denúncias de irregularidades – algo que, de certa forma, contribuiu para as investigações do Departamento de Estado dos Estados Unidos e o FBI que resultou na operação chamada de Fifagate.

A decisão sobre que país sediará a Copa 2026 será tomada no Congresso da Fifa que se realizará em Moscou, em 2018. Será a primeira Copa do Mundo com 48 seleções, uma decisão tomada em Congresso passado da Fifa. Pelas regras da Fifa, somente candidaturas da África, América do Sul e Oceania poderiam ser recebidas, com Europa e Ásia descartadas pela Rússia, sede de 2018, e Catar, sede de 2022.

Será a primeira sede de Copa do Mundo escolhida depois do escândalo do Fifagate eas mudanças que a Fifa realizou. O Comitê Executivo foi dissolvido e criado o Conselho da Fifa, mais amplo. O processo de candidatura para sediar a Copa do Mundo também deixou de ser decidido por esse grupo menor e será feita uma votação aberta com todos os países membros da entidade, em uma medida de forma a inibir compra de votos – um problema que a Fifa não admite que aconteceu, ainda que tome medidas mais rigorosas contra isso.