Maradona: “Sonho em fazer outro gol contra a Inglaterra, agora com a mão direita”

Craque completará 60 anos e foram divulgados trechos de uma entrevista à revista France Football

Diego Maradona irá completar 60 anos de idade na sexta-feira, dia 30 de outubro. Um dos maiores craques de todos os tempos deu uma entrevista à revista France Football, que terá uma edição especial com o argentino em sua capa, celebrando seu aniversário. Entre os assuntos, ele brincou sobre um novo gol de mão contra a Inglaterra, sobre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi serem os melhores jogadores da atualidade com sobras e também sobre ter chegado perto de se transferir ao Olympique de Marseille.

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Atualmente técnico no Gimnasia La Plata, Maradona segue como um personagem fascinante. Um dos momentos mais marcantes da sua carreira é o gol de mão contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986. Aquela foi a grande Copa do Mundo da carreira do camisa 10, em que foi o melhor jogador, capitão e campeão. Foi o último título mundial da Argentina.

Naquele jogo, foram dois gols, o famoso gol da “mão de Deus”, como ele mesmo nomeou, e outro que se tornou um dos maiores gols de todos os tempos, em que ele dribla desde o meio-campo a quase entrar com bola e tudo. “Eu sonho em poder marcar outro gol contra a Inglaterra, desta vez com a mão direita”, diz Maradona à France Football, e cai na risada.

Quando perguntado sobre os melhores jogadores da atualidade, ele não hesita em colocar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em um patamar muito diferente dos demais. “Messi e Cristiano, Cristiano e Messi. Para mim, esses dois estão acima dos demais. Não vejo ninguém perto deles. Ninguém atinge nem metade do que eles fazem”, avaliou Maradona.

Maradona contou que quase se transferiu para o Olympique de Marseille, depois de conquistar a Copa da Uefa, na temporada 1988/89. “Os dirigentes do Marseille entraram em contato comigo e me ofereceram o dobro do meu salário. Eu estava jogando no Napoli na época e o presidente (Corrado) Ferlaino me disse que se eu ganhasse a Copa da Uefa, ele me deixaria sair”, contou Diego.

“Bernard Tapie (presidente do Olympique de Marseille na época) e Michel Hidalgo (seu diretor esportivo) até vieram me ver na Itália para me fazer uma proposta e discutimos isso juntos. Quando eu voltei para Nápoles (a reunião aconteceu em Milão), eu disse a Ferlaino: ‘Obrigado, presidente, por tudo de lindo nesses anos, eu estou saindo’. Naquele ponto, ele começou a se fazer de bobo, como se ele não entendesse, e voltou atrás. Fim da história”.

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