Há exatos 30 anos, a Argentina desmantelava a Alemanha com um gol derivado de contra-ataque letal puxado por Burruchaga aos 38 minutos do segundo tempo. Era a final da Copa do Mundo de 1986 e os argentinos buscavam a todo custo poder erguer taça da maior competição de futebol do planeta pela segunda vez. E conseguiram. Para comemorar o aniversário de três décadas desse momento histórico, Diego Maradona, o capitão da seleção albiceleste bicampeã do mundo, resolveu mandar um áudio um tanto quanto polêmico para seus companheiros de equipe daquela época, em um grupo de WhatsApp no qual os ex-jogadores se reúnem para conversar e recordar os tempos gloriosos da seleção argentina.

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Em uma nota de voz de quase dois minutos, Maradona, que começa falando tranquilo, termina o áudio quase aos berros, como se o assunto fosse um discurso que antecede uma partida decisiva. O argentino se define perante os companheiros como “seu capitão” e tece uma critica muito clara à atual seleção, que, de acordo com ele, aos olhos da imprensa local, da população argentina e da AFA, é muito mais badalada do que a geração campeã há trinta anos e fez muito menos do que ele e seus colegas de time fizeram. Maradona também contesta o fato da maioria dos jogadores do elenco atual, como seu ex-genro, Sergio Agüero, desconhecer as origens dos atletas que levantaram a taça pela Albiceleste em 1986, em que clube jogaram e a importância que tiveram tanto pra seleção nacional, quanto para os times que defendiam pessoalmente.

“Meninos, meninos, este que vos fala é Diego Maradona… seu capitão. Me parece que o que Burruchaga está dizendo é o que nós temos que fazer. Que devemos calar a boca, já que nós nunca somos levados em consideração. Tive que ser treinador da seleção argentina para que me cedessem espaço para falar. Quanto aos demais… Não se esqueçam de Cuciuffo! Já que Sergio Agüero sequer sabe de onde nosso ex-zagueiro veio. Aliás, ele também não sabe em que gol Pumpido pegava muitas bolas. Tudo bem, em nenhum gol ele pegava muitas bolas, mas em que equipe ele jogou. Pessoal, Burru é a pessoa mais sensata que já ouvi até agora. Mas digo por respeito por todos nós, meninos. Por respeito ao nosso time de 1986. Porque vocês sabem: hoje, a cada segundo que passa, ficamos cada vez maiores. Porque há trinta anos fomos ao estádio Azteca jogar com os culhões que temos. E nós não fomos jogar contra o Chile, não. Nós jogamos e ganhamos da Alemanha. Entendem a diferença que há entre essa equipe atual e a nossa? Um abraço a todos vocês… Seu capitão”