O Manchester City venceu o Huddersfield com tranquilidade, mesmo fora de casa, como era esperado. A vitória por 3 a 0 veio de forma protocolar, sem nenhum grande destaque, com o time dando a impressão de se poupar mais do que de jogar. Até chegou a ser ameaçado em alguns momentos do jogo, mas a falta de qualidade do adversário não permitiu que a ameaça se tornasse real.

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Antes do jogo, estava programada a exibição de uma mensagem do ex-técnico David Wagner, que pediu demissão nesta semana, no telão do estádio. A imagem do treinador apareceu, mas o som não saiu. O clube relatou problemas técnicos e, no fim, a mensagem acabou não sendo veiculada. Um pequeno episódio que mostra o que é o Huddersfield nesta temporada: as ideias existem, mas o time tem problemas grandes que o impedem que executá-las bem.

Aos 18 minutos do primeiro tempo, Danilo, atuando como lateral esquerdo, chutou de longe, a bola desviou e entrou. Foi o 100º gol do Manchester City na temporada, contando todas as competições. Uma curiosidade em um jogo que, bem, não era dos mais interessantes. Talvez pela facilidade que se via – e que era esperada -, o Manchester City foi bastante displicente.E o jogo ficou ruim. Porque o Huddersfield até tentava, com bastante vigor, mas pouca qualidade.

Bom, o segundo tempo ao menos teve mais gols. Aos nove minutos, Raheem Sterling ampliou o placar depois de jogada de Leroy Sané. Dois minutos depois, foi a vez de Agüero servir Leroy Sané, que ampliou para 3 a 0. Como esperado, o Manchester City jogou com o freio de mão puxado, o que é mais do que suficiente para lidar com um Huddersfield que parece condenado ao rebaixamento.

Olha que o Huddersfield até melhorou quando entraram Steve Mounie e Alex Prirchard, os dois que criaram as melhores chances do time dali até o final do jogo. Infelizmente para os mandantes, as chances não foram aproveitadas. A torcida do Huddersfield se divertiu gritando olé enquanto o time tocava a bola e o Manchester City, um pouco mais recuado e sem exercer aquela tradicional pressão, dava espaço no campo de defesa.

“Todo mundo viu que nós estávamos mais rápidos no segundo tempo estávamos mais bem posicionados. O técnico nos acordou um pouco no intervalo. Ele não estava nervoso, ele estava meio que relaxado, na maior parte do tempo. Ele sempre tenta nos dar uma solução, o que podemos fazer melhor, e nós fizemos isso de novo”, afirmou Sané depois do jogo.

O mais importante para o Manchester City foi manter a distância de quatro pontos para o líder, Liverpool. A distância continua sendo perfeitamente reversível. A disputa pelo título deve se manter até as rodadas finais.