O Manchester City entrou pressionado para enfrentar o Everton, neste sábado (28), no Goodison Park. O Liverpool já havia jogado e vencido, abrindo momentaneamente oito pontos para os Cityzens, segundos colocados. E, apesar do momento ruim do time de Marco Silva e do que o placar de 3 a 1 ao fim da partida sugerem, os atuais bicampeões tiveram que suar muito para evitar a arrancada dos Reds na tabela da Premier League.

O começo do jogo foi bastante agitado. Riyad Mahrez, com menos de um minuto, dava uma amostra do impacto que teria nos 90 minutos seguintes, acertando chute forte de longe e forçando Pickford a espalmar para o lado. A sequência da jogada viu Raheem Sterling acertar bolada na cabeça de Walcott, que caiu grogue no campo e, depois de seis minutos de atendimento e bola parada, deixou o gramado para a entrada de Alex Iwobi.

A primeira grande chance do Manchester City nasceu dos pés de Mahrez: o argelino acertou belo cruzamento de trivela para o meio da área, e Gündogan apareceu sozinho na pequena área para finalizar, mas acertou o travessão.

Aos 24 minutos, o City partiu para um contra-ataque, e Mahrez recebeu a bola no meio do campo para arrancar com ela, dar drible da vaca na marcação e deixá-la com De Bruyne na hora certa. Com a precisão cirúrgica que lhe é típica, o belga cruzou na cabeça de Gabriel Jesus, que completou para o gol para abrir o placar.

O Everton respondeu imediatamente, com uma finalização de fora da área de Sigurdsson no minuto seguinte ao gol. Ederson, no entanto, defendeu bem. O brasileiro viria a ser um dos grandes responsáveis pelo resultado positivo do time de Guardiola, especialmente tendo que compensar a vulnerabilidade defensiva de um City que conta apenas com um zagueiro da equipe principal: Nicolás Otamendi (formando dupla com Fernandinho).

A fraqueza defensiva do time de Guardiola mostrou sua pior face aos 33 minutos, quando Sigurdsson cruzou na área, Fernandinho se atrapalhou, Otamendi não soube quem marcar, e, após um bate-rebate, a bola sobrou para Coleman finalizar para o gol, com Calvert-Lewin se atirando na bola de cabeça antes de ela cruzar a linha para garantir o empate: 1 a 1.

Como em quase todo ataque do City no jogo, aos 44 minutos a construção da jogada passou pelos pés de Mahrez, que tabelou com agilidade pelo meio e abriu para Gabriel Jesus finalizar. O brasileiro, no entanto, desperdiçou, mandando a bola por cima do gol.

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No segundo tempo, o Everton passou a apostar mais em bolas levantadas na área, tentando explorar a fraqueza do City por ali. Deu certo – ao menos para criar as oportunidades. Digne e Sigurdsson alternavam entre si cobranças de falta levantadas na área. Mina, sempre ele, aparecia para causar problemas ao time visitante. Mas no meio do caminho estava Ederson.

Aos nove minutos do segundo tempo, já fez boa defesa quando o colombiano subiu mais alto do que todos do time de Manchester e conseguiu o cabeceio. O City, depois de tanto pressionar, incluindo chances depois do intervalo com De Bruyne e Sterling, após bons passes de Mahrez, conseguiu um respiro aos 26 minutos da etapa complementar. Foi justamente o argelino que foi ao resgate: em cobrança de falta, bateu no lado de Pickford e contou com vacilo do goleiro para fazer 2 a 1.

Na beira do assento, o torcedor do City assistia apreensivo ao Everton empurrar o City. O empate parecia questão de tempo, mas Ederson foi grandioso. Primeiro aos 31 minutos, quando evitou o empate nos pés de Calvert-Lewin, que recebera passe de Sigurdsson e aparecera na cara do gol. Três minutos depois, de maneira ainda mais impressionante, se esticando velozmente em uma ponte para impedir um gol de cabeça de Mina.

Com o brasileiro brilhando lá atrás, Mahrez decidiu reluzir novamente lá na frente. Aos 39 minutos, usou seus dribles para desmontar a defesa do Everton e ajudar a abrir espaço para Sterling definir a jogada e fazer 3 a 1, com um chute forte que pegou no travessão antes de bater no gramado, além da linha.

Ainda que o placar e mesmo as estatísticas do jogo contem uma história de certo domínio, a verdadeira é que o City ralou demais para manter a vantagem do Liverpool em apenas cinco pontos. O Everton, por pior que esteja, fez um jogo para oferecer esperança a seu torcedor, mesmo que a sequência de três derrotas e a 15ª colocação sejam números difíceis de se ver para os Toffees.