Malouda queria se transferir para o Brasil no meio do ano. E tudo indicava que a sua carreira tomaria esse caminho. O Botafogo chegou a cogitar o seu nome. Em conversa com o blogueiro na época, o presidente do clube, Maurício Assumpção, comentou que o francês era o plano B do time ao holandês Seedorf. O seu nome foi oferecido pelo ex-dirigente alvinegro Carlos Augusto Montenegro. O Vasco também tentou através de Juninho Pernambucano, que atuou com o jogador no Lyon. O Fluminense recebeu diversas sondagens de representantes. Enquanto que o Santos, por meio do ex-zagueiro Claudio Caçapa, chegou a se reunir com ele.

Malouda, ainda assim, seguiu no Chelsea. Não queria, mas foi obrigado. Em matéria publicada nesta terça-feira pela revista France Football e enviada ao blog pela reportagem, o drama do meia-atacante de 33 anos em Londres é exposto.

Além de não ter sido inscrito na Liga dos Campeões e vir treinando com a equipe sub-21, Malouda não consegue a liberação do clube inglês para negociar a sua transferência. Mesmo com um ano de contrato pela frente, os dirigentes se negam a baixar os valores. Por trás das negativas, estaria, segundo a France Football, o diretor Michael Emenalo,  responsável também por sua ida para as categorias de base. O jogador não atua desde a final da última Liga dos Campeões.

Malouda tem um salário anual de € 4 milhões  e também teria ficado frustrado por não conseguir uma oferta à altura no Brasil. O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, comentou a situação. “Conversei com um intermediário dele e a pedida era de R$ 500 mil mensais mais luvas e a transferência. Não se encaixava no nosso orçamento”.

Luis Alvaro falou, o preparador físico pessoal de Malouda, Stephane Renaud, falou, mas ele não falou. Malouda trocou o seu número de telefone, não atende pedidos de entrevistas e evita criticar o Chelsea. Praticamente se calou no aguardo do fim de seu vínculo.

Ele estará livre no meio do ano que vem. Alguém ainda se interessa?