O sobrenome Maldini está intrinsecamente ligado ao Milan. Foi lá que Cesare fez carreira e lá também que Paolo seguiu os seus passos, quebrando inúmeros recordes dos rossoneri. A camisa 3 segue vaga, à espera de um herdeiro com o sobrenome que possa vesti-la novamente. E, apesar desta história de fidelidade, Paolo Maldini revelou que recebeu propostas para deixar o San Siro na década de 1990. A Premier League cresceu os olhos sobre o craque. Entretanto, ele preferiu renovar o seu vínculo com os milanistas.

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Maldini falou sobre o episódio em entrevista ao canal Top Calcio 24. A aproximação, segundo o relato, veio por volta de 1998, quando o Milan passou duas edições consecutivas da Serie A fazendo campanhas de meio de tabela. O Arsenal era o atual campeão inglês, voando sob as ordens de Arsène Wenger, e já tinha buscado em Milão pouco antes Patrick Vieira e Dennis Bergkamp – este, na Internazionale. Já o Chelsea, ainda sem o dinheiro de Roman Abramovich, contava com um elenco recheado de estrangeiros, sobretudo italianos, com destaque para Gianfranco Zola, Roberto Di Matteo e Gianluca Vialli. Vialli, inclusive, assumiu também como técnico em fevereiro de 1998, substituindo Ruud Gullit, companheiro de Maldini no esquadrão do Milan sob as ordens de Arrigo Sacchi. Conquistou a Recopa Europeia em maio.

“Eu recebi duas ofertas em meados dos anos 1990: uma do Chelsea e outra do Arsenal. Nessa época, o Milan tinha passado duas temporadas com problemas, mas eu nunca pensei em sair. Eu me encontrei com os dirigentes do clube para a renovação e ambos dissemos que gostaríamos de continuar juntos”, afirmou Maldini.

Em 1998/99, a escolha de Maldini já deu frutos: o defensor ergueu sua primeira taça da Serie A como capitão, em scudetto faturado com apenas um ponto de vantagem sobre a Lazio. E, nas temporadas seguintes, a história se ampliou com mais dois títulos da Liga dos Campeões, um da Serie A e um da Copa da Itália. Mais importante, no entanto, foram os 902 jogos alcançados e os 24 anos de dedicação apenas à equipe profissional. Uma lenda inegável, que reiterou seu amor à instituição ao virar as costas àquelas duas propostas.