Malcom fez a sua estreia pelo Zenit, no último fim de semana, entrando aos 27 minutos do segundo tempo do empate por 1 a 1 contra o Krasnodar. Ao entrar em campo, foi recepcionado por parte da sua torcida da pior maneira possível. Segundo os jornais AS, L’Equipe e A Bola, uma faixa foi aberta nas arquibancadas com os dizeres “Obrigado aos diretores pela fidelidade às tradições”, uma afirmação irônica que faz referência à resistência do clube a contar com jogadores negros.

Na época em que o clube quebrou o tabu contratando o brasileiro Hulk, e outros jogadores negros como Axel Witsel, um grupo de torcedores do Zenit emitiu um comunicado dizendo que viam a ausência de jogadores negros no clube como uma “importante tradição” e que preferiam “jogadores de nações irmãs eslavas, como Ucrânia e Belarus, assim como dos estados Bálticos e da Escandinávia. Temos a mesma mentalidade e passado histórico e cultural dessas nações”. O manifesto também os colocava contra a contratação de jogadores homossexuais.

O Zenit ainda não se manifestou sobre o assunto. O Corinthians manifestou apoio ao seu ex-jogador, cujo nome foi homenagem a Malcolm X, importante líder do movimento negro nos Estados Unidos.