A Argentina armou uma festa para esta terça-feira, na Bombonera. O Haiti seria um mero sparring ao jogo que serviria de despedida à torcida e de empurrão aos jogadores rumo à Rússia. A quem esperava uma goleada sem precedentes, a Albiceleste demorou a engrenar, abrindo ampla vantagem apenas no segundo tempo. Ainda assim, os torcedores puderam aplaudir Lionel Messi. O camisa 10 mais uma vez foi o grande nome de sua seleção, ao anotar três gols e dar uma assistência nos 4 a 0 dos haitianos. Mesmo em um compromisso de pouca importância como este, se reafirma como dono do time.

Jorge Sampaoli poupou jogadores com problemas físicos e entrou com algumas modificações no time. A formação, que se defendia no 4-4-2, ganhava mais mobilidade e liberdade no ataque, com as subidas dos laterais e a permanência de Messi como referência na armação. Gonzalo Higuaín entrou como centroavante, enquanto Manuel Lanzini e Ángel Di María se lançavam como pontas. Já no meio, uma dupla com Javier Mascherano mais fixo, além de Giovani Lo Celso partindo um pouco mais no apoio. Novas ideias que não resultaram necessariamente num futebol mais eficiente, com dificuldades para romper a defesa do Haiti.

O primeiro tempo magro teve apenas um gol. Lo Celso sofreu pênalti e Messi cobrou no canto, quase parando no goleiro Johny Placide. A goleada só ganhou forma na segunda etapa. Messi anotou o segundo gol em uma sobra de boa na área. Já sua tripleta nasceu a partir de uma jogadaça de Cristian Pavón, que saiu do banco para infernizar pela esquerda, sentindo-se em casa diante da torcida. Enfileirou os débeis marcadores antes de passar ao camisa 10. Por fim, seria a vez de Messi atacar de garçom. Deu uma enfiada na medida a Sergio Agüero, outro a entrar na etapa final, sem que perdoasse os haitianos.

Os substitutos, aliás, pareciam dispostos a mostrar serviço e a mudar as ideias de Sampaoli. Alternativas a um time que não tem cara definida e vê as apostas do treinador não impressionarem. Paulo Dybala, por sua vez, sequer saiu do banco de reservas. O duelo ainda serviu para homenagear Mascherano. O volante completou seu jogo de número 143 pela Albiceleste, que o permitiu igualar Javier Zanetti como o jogador que mais vezes defendeu a seleção. Recebeu uma camisa enquadrada e a ovação dos torcedores na Bombonera.

O compromisso contra o Haiti diz pouco sobre a Argentina. Até porque, diante do que ocorreu nos últimos meses, o time de Jorge Sampaoli precisa de muito. E não será também o último compromisso antes da Copa, em visita a Jerusalém para encarar Israel, que trará as respostas. Por enquanto, a certeza é só uma: Lionel Messi. Já valeu os gritos da massa na Bombonera, em uma despedida mais para o estado anímico do que para qualquer outra coisa.


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