Não havia muitas dúvidas sobre o favoritismo da Alemanha no duelo que abriu as oitavas de final da Copa do Mundo Feminina. A equipe encarava a Nigéria para confirmar o seu peso histórico no Mundial. No entanto, a partida em Grenoble não se traduz exatamente pelo placar favorável às alemãs. O triunfo por 3 a 0 diz mais sobre a eficiência das germânicas no ataque, mesmo sem fazer uma atuação brilhante. A equipe não apresentou o volume de jogo esperado e dependeu dos erros das nigerianas para construir o placar. Do outro lado, as Super Águias se despedem de cabeça erguida. Mesmo com um time inferior tecnicamente, partiram para cima e incomodaram as adversárias em boa parte do confronto. Mas não foi possível evitar o revés.

A ausência da craque Dzsenifer Marozsán é uma preocupação para a Alemanha. Com uma fratura em um dos dedos do pé, ela se ausentou das oitavas de final, mas deve reforçar o time na sequência da Copa do Mundo. Nas quartas de final, as alemãs enfrentarão as vencedoras do embate entre Canadá e Suécia, que acontece na próxima segunda.

A Alemanha mostra quem manda

A Alemanha começou a partida em ritmo forte. Logo nos primeiros minutos, criou uma boa oportunidade com Magull, em chute travado dentro da área. A Nigéria até tentou equilibrar a partida, mas as alemãs eram mesmo mais perigosas, buscando principalmente o jogo aéreo. A defesa das Super Águias ia se segurando como podia, mas cedeu o primeiro gol aos 19 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Popp passou no meio das adversárias e nem precisou pular para emendar a cabeçada. Certeira.

Mais um gol alemão

O lance do gol precisou ser revisto pela árbitra no monitor, mas não houve qualquer irregularidade. Logo depois, o VAR seria acionado novamente. Magull levou uma solada na área e o pênalti favorável às germânicas foi assinalado. Däbritz pegou a bola e cobrou com muita precisão, mandando no canto da goleira. Mesmo acertando o canto, a goleira Nnadozie não conseguiu alcançar.

A Nigéria se solta um pouco mais

Com a vantagem estabelecia, a Alemanha preferiu diminuir o seu ritmo na partida. Recuou e permitiu que a Nigéria avançasse em campo, explorando sua velocidade. Eram bem mais incisivas e consistentes. As africanas só não criaram chances claras, limitadas a uma cobrança de falta de Okobi que a goleira Schult espalmou. As alemãs também não fariam mais, com uma chegada ou outra antes do intervalo.

As Super Águias incomodam

A Nigéria continuou tentando manter sua honra no segundo tempo. Poderia ter descontado a partir de um cruzamento de Ajibade, em bola que cruzou a pequena área e ninguém completou. Apesar da atitude e da persistência, as Super Águias não conseguiam romper a defesa da Alemanha, tomando decisões erradas na hora de definir as jogadas. De qualquer maneira, pressionavam as favoritas. Com ataques pontuais, o Nationalelf se contentava a administrar a partida e manter a solidez atrás.

O golpe fatal

Nos 15 minutos finais, a Alemanha voltou a ser um pouco mais perigosa. Däbritz poderia ter feito o terceiro gol, mas desperdiçou. Ainda assim, as alemãs mataram a partida aos 36. Após uma saída errada da defesa da Nigéria, Schüller se aproveitou da situação e deu um ótimo chute rasteiro para tirar da goleira. Definiu o marcador. Depois disso, as nigerianas sentiram a diferença e viram as adversárias buscar com mais afinco o quarto tento, sem sucesso. O favoritismo se confirmou.

Ficha técnica

Alemanha 3×0 Nigéria

Local: Stade des Alpes, em Grenoble (FRA)
Árbitra: Yoshimi Yamashita (JAP)
Gols: Alexandra Popp, aos 19’/1T; Sara Däbritz, aos 27’/1T; Lea Schüller, aos 37’/2T.
Cartões amarelos: Huth, Popp (Alemanha), Ajibade, Oparanozie, Nwabuoku (Nigéria).
Cartões vermelhos: Nenhum

Alemanha: Almuth Schult, Giulia Gwinn, Sara Doorsun, Marina Hegering, Verena Schweers (Carolin Simon); Svenja Huth, Melanie Leupolz (Klara Bühl), Lina Magull (Lena Oberdorf), Sara Däbritz; Alexandra Popp, Lea Schüller. Técnica: Martina Voss-Tecklenburg.

Nigéria: Chiamaka Nnadozie, Chdinma Okeke, Onome Ebi, Evelyn Nwabuoku (Rasheedat Ajibade), Osinachi Ohale; Francisca Ordega, Halimatu Ayinde, Ngozi Okobi, Uchenna Kanu (Alice Ogebe); Chinwendu Ihezuo (Chinaza Uchendu), Desire Oparanozie. Técnico: Thomas Dennerby.