Riyad Mahrez e Sadio Mané ainda têm muito para construir em suas carreiras. O argelino completou 28 anos em fevereiro, enquanto o senegalês fez 27 em abril. Não é a idade, entretanto, que limita a importância do que ambos já realizaram. Não seria exagero dizer que eles figuram entre os melhores jogadores africanos deste século e que também podem se colocar entre os maiores da história de seus países. O sucesso com os clubes embasa os argumentos, da epopeia com o Leicester campeão da Premier League ao brilho no Liverpool vencedor da Champions. E a estatura de ambos, de qualquer maneira, dependerá do que fizerem por suas seleções. A sexta-feira será decisiva, com a final da Copa Africana de Nações reunindo os dois craques.

Em um esporte coletivo, obviamente, a conquista de Argélia ou Senegal não dependerá apenas das estrelas principais. Ainda assim, a decisão da CAN 2019 se torna indissociável aos astros que estarão em campo. Mané seria naturalmente candidato ao prêmio de melhor jogador africano da temporada, por toda a contribuição que deu ao Liverpool em uma temporada arrasadora. Mahrez ficou devendo um pouco mais em seu primeiro ano com o Manchester City, apesar do título da Premier League, mas permanece entre as referências do futebol no continente. A Copa Africana de Nações seria valiosíssima para ambos. Uma taça que poderá dizer muito sobre a história que encabeçaram.

Ambos já possuem uma carreira consolidada por suas equipes nacionais. Participaram de Copas do Mundo e são citações óbvias quando se fala do futebol em seus países. Mas, em duas equipes jovens e com potencial de crescimento, se transformam em expoentes diante de um título que representará demais. Mahrez pode interromper o jejum de 29 anos sem conquistas da Argélia na CAN. Mané, por sua vez, tem a chance de garantir um feito inédito a Senegal no torneio continental. Os holofotes estarão sobre eles. E a final no Estádio Internacional do Cairo dirá muito sobre a capacidade de decisão de quem puder se sobressair.

Mahrez e a Argélia que transborda

Riyad Mahrez é a face de uma Argélia que não se limita às fronteiras do país. Ele faz parte da geração de argelinos que nasceram na França e construiu sua história sem se desapegar às raízes. O ponta é de Sarcelles, cidade na região metropolitana de Paris, filho de pai argelino e mãe marroquina. Durante a juventude, o garoto se acostumou a retornar ao norte da África em suas viagens de férias. E os laços com suas origens se tornaram mais fortes após a morte de Ahmed, seu pai, que chegou a jogar futebol em pequenos clubes.

O garoto tinha 15 anos quando tudo aconteceu. “Meu pai sempre me apoiava, ele queria que eu me tornasse um jogador de futebol. Estava sempre comigo e ia a todos os jogos para me ajudar. Ele jogou em times pequenos da Argélia e da França, então sabia o que estava dizendo, eu o ouvia. Sua morte talvez tenha sido o ponto de partida. Não sei se eu comecei a tratar o futebol de maneira mais séria, mas depois da morte dele as coisas aconteceram para mim. Talvez na minha cabeça eu quisesse mais”, declarou, em entrevista ao Guardian.

Mahrez exibia uma habilidade imensa desde cedo, mas o físico franzino se tornou motivo de desconfiança. Por isso, ele não ganhou uma chance nos clubes profissionais e precisou iniciar sua carreira em equipes amadoras. Passou pelo AAS Sarcelles, até disputar a quarta divisão com o Quimper. A primeira grande oportunidade surgiu apenas em 2010, aos 19 anos, pinçado pelo Le Havre. Recebeu propostas até do Paris Saint-Germain e do Olympique de Marseille, mas avaliou que teria mais espaço num clube menor, cujo trabalho na formação de atletas é amplamente reconhecido. Além disso, o fato de não passar por categorias de base auxiliou em seu estilo. “Não somos programados. Por vezes você me vê em campo e acha que estou jogando na rua. Isso traz algo diferente ao time”, avalia.

Mahrez começou no segundo quadro do Le Havre, mas não demorou a se destacar no time principal, que então disputava a Ligue 2. No momento em que era reconhecido como um talento na segundona francesa, já abriu as portas à convocação. “Quero jogar pela Argélia. Sei que posso fazer boas coisas. Estou na segunda divisão e mesmo que pensem que não é um alto nível, eu sei que posso defender a seleção. Mas não pressionarei. Quando eles quiserem me chamar, não ficarão desapontados”, declarou, em novembro de 2013. Descoberto pelo Leicester, dois meses depois o jovem assinou contrato com o clube da Championship. Emplacou logo, contribuindo ao acesso à Premier League e também recebendo seu primeiro chamado à seleção. Estava na pré-lista da Argélia para a Copa do Mundo.

Tudo ocorreu rápido para Mahrez. Ele disputou o primeiro amistoso no final de maio e, dias depois, estava confirmado no elenco que iria ao Mundial. Relativamente desconhecido em seu país, o ponta teve sua convocação bastante criticada pelos compatriotas. “Vi qualidade. Ele era tecnicamente superior e um driblador sofisticado, mas não tinha força. Ainda assim, vi seu potencial e convidei-o para a Copa do Mundo. Não posso descrever minha experiência com a imprensa argelina depois disso. Não havia bom senso nas críticas. Alguns declararam que aceitei dinheiro para levá-lo à Copa”, contou o técnico Vahid Halilhodzic, ao Goal.com. “Os argelinos agora são muito gratos a mim por não deixar Riyad escapar e talvez acabar na seleção francesa. Alguns brincam que eu deveria ganhar uma estátua por trazê-lo à seleção”.

Mahrez participou da estreia contra a Bélgica, mas perdeu espaço na sequência da Copa de 2014. Ainda assim, era um nome a se observar no time que quase despachou a Alemanha. E logo provou que Halilhodzic estava certo. Primeiro, ao arrebentar na Premier League, salvando o Leicester do rebaixamento, antes de se tornar um dos melhores jogadores da equipe na histórica temporada de 2015/16. Ao mesmo tempo, também se tornava protagonista da seleção argelina em suas próximas campanhas internacionais.

A primeira Copa Africana de Mahrez aconteceu em 2015. Destruiu nas eliminatórias e também fez a diferença na fase de grupos. A classificação aos mata-matas veio com uma vitória sobre o Senegal de Mané, com direito a gol do ponta, em resultado que custou a eliminação dos Leões de Teranga. Porém, as Raposas do Deserto não iriam tão longe assim, eliminadas pela forte Costa do Marfim nas quartas de final. A reputação de Mahrez aumentou substancialmente nos anos seguintes. Eleito o melhor jogador africano de 2016, primeiro argelino em 29 anos, chegaria badalado à CAN 2017. Só que, mesmo com dois gols e uma assistência do ídolo, os argelinos não passaram da fase de grupos. O algoz? Senegal, que desta vez se garantiu com o empate por 2 a 2.

Mahrez atravessou um período difícil. Ainda era protagonista do Leicester, mas se envolvia em processos desgastantes pelo desejo de se transferir. Já na seleção, ficava a imagem de um jogador que não conseguia desequilibrar tanto quanto no clube. Foi acusado de falta de comprometimento, sobretudo diante da campanha pífia durante as Eliminatórias da Copa de 2018. As Raposas do Deserto estavam em um grupo cascudo, ao lado de Nigéria, Camarões e Zâmbia. Na véspera de uma partida decisiva contra os zambianos, o craque ganhou permissão para deixar a concentração e tentar forçar sua transferência no último dia de janela da Europa. O negócio não aconteceu e o ponta se ausentou em campo. Em uma equipe que passou a depender de seus lampejos, o desastre se tornou inevitável.

Entre o fim de 2017 e o início de 2018, Mahrez foi até mesmo deixado de lado em algumas convocações. A Argélia não rendia, nem com a contratação da lenda Rabah Madjer para comandar a seleção. O recomeço se daria a partir da vinda de Djamel Belmadi, outro antigo jogador das Raposas do Deserto. Foi quando os argelinos recobraram suas forças. Um processo de renovação mais amplo passou a se formar e Mahrez ganhou responsabilidades como líder. Recebeu a braçadeira de capitão e ajudou a equipe a se classificar à CAN de 2019. Com ou sem título, o torneio já serve como ápice do ponta na equipe nacional.

Desde a estreia, Mahrez é uma influência constante nas partidas da Argélia. Anotou gols contra Quênia e Guiné, criou a jogada decisiva contra Senegal durante a fase de grupos e azucrinou a defesa da Costa do Marfim nas quartas. Já a partida que entra aos anais da própria Copa Africana aconteceu na semifinal, contra a Nigéria. A intensidade do ponta não era tão grande quanto em outras apresentações. Todavia, ele influenciou o gol contra que abriu o placar e participou de maneira apoteótica da classificação. A vitória por 2 a 1 foi confirmada por ele, no último lance, com um golaço de falta. É, até o momento, o melhor jogador da CAN 2019.

E Mahrez tem companheiros em quem se escorar. Além da força defensiva, a seleção da Argélia conta com muita qualidade principalmente nas meias. Ismaël Bennacer mostra durante a Copa Africana que será outro protagonista ao futuro das Raposas do Deserto, enquanto Sofiane Feghouli permanece como um nome de peso. Justo quando não se depositava tantas fichas na equipe, nota-se um futebol inegavelmente atrativo. Que tem Mahrez como o jogador mais capacitado a desequilibrar, o que aconteceu várias vezes na caminhada até a final. Se a contribuição limitada ao Manchester City não o colocava exatamente como candidato ao prêmio de melhor africano do ano, a competição internacional tende a alçá-lo pelo menos ao pódio.

Mais do que isso, a conquista da Copa Africana serviria outra vez para unir os argelinos muito além da Argélia. Mahrez pode desencadear uma comemoração efusiva que também se refletiria na França, onde tantos imigrantes e descendentes de imigrantes como ele vivem. O sentido de pertencimento, também ao craque, é amplo. “Eu vivi na França, cresci por lá e minha mãe continua morando no país, mas meu coração é mais argelino. Tenho muitos familiares morando lá”, afirma. Muitos compatriotas se sentem assim. E talvez a melhor imagem dessa relação tenha surgido há dois anos, quando o craque já consagrado jogava gol a gol em uma viela de terra batida na cidadezinha de Beni Snous. É o que se define como ‘estar em casa’. E, seja lá onde os argelinos estiverem, certamente esta sensação de identidade poderá ser reforçada pelo craque. Ele tem a chance de desencadear um efeito amplo durante a final no Cairo.

Mané e a aldeia que é todo um país

A Copa Africana é feita por muitos imigrantes, mas também por jogadores descobertos pelas academias de futebol espalhadas pelo continente. Sadio Mané representa a persistência. Os primórdios do garoto nascido em Sédhiou, vilarejo de 24 mil habitantes na fronteira com Guiné-Bissau, é bastante conhecido. Filho do imã da aldeia onde a família morava, o prodígio enfrentava a resistência de seus pais, que não queriam vê-lo tentando a sorte no futebol. Preferiam que o adolescente continuasse estudando para se tornar professor. A paixão de quem começou a bater bola aos cinco anos, porém, falaria mais alto. Ia à escola, mas também jogava nas ruas e no campinho de sua vizinhança.

“Eu nasci em uma vila que nunca viu uma pessoa sair dali para ser jogador nas grandes ligas. Meus pais pensavam que o futebol era perda de tempo e que eu nunca teria sucesso nisso. Eu respondia sempre: ‘Esse é o único trabalho que me permitirá ajudá-los. E acho que tenho a chance de me tornar profissional’. Eles não tinham certeza porque morávamos longe da capital. Então, eram contra a ideia”, declarou Mané, em entrevista ao Bleacher Report. “Para eles, meu sonho não era possível. E eles não estavam totalmente errados, porque não são muitos os que progridem, mas eu queria realizar meu desejo de virar um jogador de futebol”.

Os pais de Mané chegaram a aplicar castigos físicos no menino para tentar dissuadi-lo da ideia de se tornar jogador de futebol. Nada que impedisse a sua vontade. A própria seleção senegalesa servia de motivação. Ele tinha dez anos quando os Leões de Teranga alcançaram final da Copa Africana em 2002, prelúdio da campanha surpreendente até as quartas de final da Copa do Mundo. “Comecei a praticar o esporte nas estradas e ruas da vida. Quando fiquei mais velho, comecei a ir assistir aos jogos no estádio, especialmente quando a seleção senegalesa ia jogar. Eu queria ver meus heróis e me imaginar no lugar deles. Senegal foi à loucura na Copa de 2002. Mas na minha vida já era só futebol muito antes disso acontecer”, apontou Mané, ao Goal.com. Não à toa, um de seus maiores ídolos é El-Hadji Diouf, estrela do time na Coreia e no Japão.

O momento-chave da carreira de Mané aconteceu quando tinha 15 anos e decidiu fugir de casa, para viver com o tio em Dacar, onde faria algumas peneiras. Seria levado de volta para casa, sem se entregar. “Quando meus pais começaram a enxergar que na minha cabeça e no meu coração só existia o futebol, eu consegui convencê-los a me deixar ir para a capital para participar das peneiras. No começo eles não aceitaram a ideia. Mas quando eles viram o quanto eu queria jogar bola e que não havia nada mais para mim, eles decidiram me apoiar”, recorda o meia.

Já a grande chance a Mané aconteceu pouco depois, na cidade de Mbour. Sequer tinha vestimentas adequadas para o teste. Quando chegou para ser observado, o olheiro questionou as condições de suas chuteiras rasgadas e de sua calça inadequada. Sentindo-se desafiado, o garoto responderia principalmente com os pés. “Eu falei para ele que estava ali com tudo de melhor que eu tinha, e que eu só queria jogar e mostrar um pouco do que eu sabia fazer. Quando entrei em campo, pude ver uma expressão de surpresa em seu rosto. Ele veio até a mim e falou: ‘Estou escolhendo você imediatamente. Você jogará no meu time’”, relembrou. O primeiro clube do futuro craque seria o Génération Foot, uma academia em Dacar criada para lapidar novos talentos. Ele passaria a viver com uma família que sequer o conhecia, mas o acolheu na capital.

O Génération Foot seria a porta de entrada de Mané no futebol europeu. A academia possui uma parceria com o Metz e oferece seus principais destaques ao clube francês. A mudança do garoto à Europa aconteceu em 2011, quando tinha 19 anos. Em janeiro de 2012, fazia a sua estreia na Ligue 2. E precisou de meses para atrair a atenção da seleção olímpica de Senegal. Mesmo sem participar da classificação aos Jogos Olímpicos de 2012, ganhou as primeiras chances no primeiro semestre daquele ano e impressionou. Sua estreia na equipe principal aconteceu já em maio, dando a assistência que definiu a vitória em amistoso contra Marrocos. Uma semana depois, marcou gol pelas Eliminatórias, ante a Libéria. Seria um anúncio do que ocorreria nas Olimpíadas de Londres.

Mesmo aos 20 anos, Sadio Mané se tornou uma das grandes revelações dos Jogos. Exibia enorme velocidade e habilidade pelos flancos, em equipe que logo serviria de base à seleção principal. Os senegaleses alcançaram as quartas de final, eliminados pelo México, mas o impacto garantiria um novo destino ao ponta. O Red Bull Salzburg investiu em sua contratação e não se arrependeu. Em plena ascensão com os Touros Vermelhos, o jovem também virou titular absoluto de Senegal. Não evitaria as quedas para Costa do Marfim nas eliminatórias da CAN 2013 e da Copa de 2014. Sua primeira competição internacional foi justamente a Copa Africana de 2015.

Já transferido ao Southampton nesta época, Mané chegou machucado para disputar o torneio continental. Longe de suas melhores condições, não evitou a eliminação na fase de grupos, contra a Argélia. Seu protagonismo aumentou em 2016, quando o sucesso no Liverpool também se refletiu nos Leões de Teranga. Garantiu Senegal na CAN 2017 e aportou como estrela ao torneio. Durante a fase de grupos, anotou gols contra Tunísia e Zimbábue, que garantiram a passagem aos mata-matas. A dor viria nas quartas de final, contra Camarões. Depois do empate por 0 a 0 durante 120 minutos, a definição ficou para os pênaltis. Caberia ao craque bater a quinta cobrança. Errou e não escondeu a frustração. Desabou em lágrimas, precisando ser amparado pelos companheiros. Ao menos, não demorou a se reerguer.

O primeiro passo a Mané aconteceu nas Eliminatórias da Copa de 2018. Teve atuações decisivas e contribuiu para o retorno de Senegal ao Mundial após 16 anos. Chegou a marcar um gol contra o Japão, embora não tenha feito tanta diferença na campanha encerrada precocemente na Rússia. Já nos últimos meses, veio a classificação à CAN 2019. A temporada fulminante no Liverpool transformava o meia no principal jogador da competição. Um peso que ele tem justificado a cada partida.

Suspenso para a estreia contra a Tanzânia, Mané voltou na derrota diante da Argélia. Bem marcado, pouco conseguiu produzir. Mas marcou dois gols na vitória sobre o Quênia, que valeu a classificação aos mata-matas. Também definiu o triunfo sobre Uganda nas oitavas, mesmo perdendo o segundo pênalti consecutivo na competição. Contra Benin, contribuiria com a assistência decisiva e outra grande atuação. Só não teve uma exibição tão preponderante assim na semifinal contra a Tunísia, apesar das boas oportunidades que criou no primeiro tempo. De qualquer maneira, o gol contra que valeu a classificação nasceria em uma cobrança de falta do camisa 10. É de quem mais se espera algo diferente.

Com um futebol mais físico do que a Argélia, Senegal confia principalmente no seu forte sistema defensivo. Kalidou Koulibaly será um sentido desfalque na decisão, pelo acúmulo de cartões amarelos, mas nomes como Cheikhou Kouyaté, Idrissa Gana Gueye e Salif Sané fortalecem a marcação. À frente, Mané é acompanhado por jogadores mais jovens e mais inconstantes. Por isso mesmo, boa parte dos gols do time dependem do craque. E ele já demonstrou seu desejo de faturar a CAN. Causou até controvérsia, diante do peso de suas declarações à France Football: “Ganhar o título por seu país, que nunca levou uma Copa Africana de Nações antes, deve ser maravilhoso. Estou até disposto a trocar uma Liga dos Campeões por uma CAN. A volta a Dacar seria extraordinária. Seria o meu maior sonho”.

Mané preserva bastante suas ligações com Senegal. Quando disputou sua primeira final da Champions, enviou 300 camisas do Liverpool ao vilarejo onde nasceu. Também participa de projetos sociais, ajudando a financiar uma escola em Senegal. Além do mais, costuma aproveitar os feriados para voltar à sua aldeia, onde reencontra a família e os amigos de infância. É um símbolo do amor à África. E, se depois de três anos ficando no quase, é o favorito para finalmente ganhar o prêmio de melhor jogador africano do ano, o título na CAN o levaria além. Alcançaria um patamar que nem seu ídolo Diouf conseguiu.