Uma das favoritas ao título da Copa Africana de Nações, vinda de campanha arrasadora nas eliminatórias do torneio, a Argélia decepcionou em sua estreia. Apenas empatou por 2 a 2 com Zimbábue, de atuação surpreendente pela maneira como virou o placar e se manteve em vantagem durante maior parte do tempo. Os Guerreiros, no entanto, não contam com um craque do porte de Riyad Mahrez. E a presença do melhor jogador africano de 2016 teve peso decisivo às Raposas do Deserto. Ele anotou os dois gols de seu time, buscando a igualdade aos 37 do segundo tempo.

Demorou pouco para que Mahrez mostrasse as suas credenciais. Aos 12 minutos, já abriu o placar para os argelinos, em excelente chute colocado. Só que a resposta de Zimbábue não demoraria a vir. O camisa 10 Kudakwashe Mahachi bateu cruzado e Raïs M’Bolhi errou no golpe de vista, deixando a bola passar. Já aos 29, saiu a virada dos Guerreiros, em pênalti convertido por Nyasha Mushekwi.

O terceiro só não saiu no segundo tempo porque M’Bolhi se redimiu. O goleiro defendeu um chute à queima-roupa de Khama Billiat, naquela que já é forte candidata como defesa mais bonita do campeonato. Todavia, a Argélia pressionava bem mais e acertou a trave duas vezes. Aos 37, por fim, Mahrez voltou a brilhar, em chute de fora da área que o goleiro Tatenda Mkuruva aceitou. Dava até para fazer o terceiro, mas Islam Slimani não conseguiu completar a bola que cruzou a área.

Os pontos desperdiçados já tem o seu custo à Argélia. Em um grupo duríssimo, vai ser difícil competir pela ponta da tabela com a Tunísia e (principalmente) com Senegal. O confronto direto com os Leões de Teranga, aliás, promete ser o melhor da primeira fase. Já Zimbábue mostra que não será mero figurante e pode complicar a vida dos favoritos. Melhor para o nível da CAN, que contou com outra boa partida.