O Lyon perdeu um centroavante que marcou 21 gols em 45 partidas na última temporada, terceiro artilheiro da equipe, atrás de Memphis Depay e Nabil Fekir. O Real Madrid acionou a cláusula de preferência que havia incluído no contrato do seu ex-jogador e o trouxe Mariano Díaz de volta, atravessando o negócio do Sevilla. Os franceses aproveitaram o último dia do mercado para buscar uma reposição e conseguiram um nome interessante: o francês Moussa Dembélé, ex-Celtic.

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Foi praticamente uma troca simples para o Lyon. Díaz foi revendido para o Real Madrid por € 21,5 milhões, e Dembélé, contratado por € 22 milhões. Elas por elas. E os franceses podem ter se dado bem nessa troca porque embora o espanhol seja um bom jogador, o francês é mais jovem (22 anos contra 25) e parece ter mais recursos técnicos e versatilidade do que o seu antecessor no novo clube.

Dembélé foi a primeira contratação de Brendan Rodgers no comando do Celtic. Chegou em 2016, sem custos, porque seu contrato com o Fulham havia chegado ao fim. Ele se transferira para Londres a partir das categorias de base do Paris Saint-Germain, com apenas 16 anos. Rapidamente, tornou-se um dos jogadores mais importantes do gigante escocês, com 32 gols em 49 partidas na temporada em que o clube conquistou os três títulos do país e disputou a fase de grupos da Champions League.

A segunda temporada de Dembélé no Celtic Park foi menos espetacular, prejudicada por uma lesão muscular nas primeiras partidas. Ele acabou sendo mais vezes reserva e anotou apenas 16 tentos em 39 jogos, inclusive o único da derrota por 7 a 1 para o ex-time Paris Saint-Germain, na Champions League.

Apesar da queda de rendimento, Rodgers não queria abrir mão do seu artilheiro, mas o clube mudou de ideia, depois que Dembélé foi às redes sociais reclamar. Assim, Dembélé, com passagem pelas seleções de base da França, voltou para a casa e se tornou uma reposição muito boa para o Lyon.


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