Há 10 anos, Lyon e Bayer de Munique se enfrentaram na semifinal da Champions League da temporada 2009/10. O Bayern venceu os dois jogos, ida e volta, e avançou para decidir o título contra a Inter – que acabaria campeã. Em 2020, o Bayern teve como adversário um Lyon que mostrou qualidades, vinha de derrubar Juventus e Manchester City, mas diante de um clube implacável, não teve muito o que fazer. O Bayern venceu por 3 a 0, com alguma tranquilidade, sem nem forçar tanto quanto podia. Os bávaros serão finalistas da Champions League para tentarem seu sexto título e para isso precisará vencer o PSG, que tenta a sua primeira orelhuda.

O Lyon parecia bem armado para causar danos ao Bayern. Bem posicionado em campo, o time francês tinha como arma a ligação rápida com o ataque. E começou muito bem, tentando equilibrar o jogo. E foi assim que os Gones causaram bastante dano aos bávaros. Com três minutos de jogo, Maxence Caqueret interceptou um passe no campo de defesa do Lyon e, imediatamente, colocou com perfeição para Memphis Depay avançar, tentar tirar do goleiro e chutar para fora. Uma grande chance dos franceses. A primeira do jogo.

O Bayern teve uma boa chance aos 10 minutos. Em uma bola dentro da área, Goretzka tentou finalizar, pegou mal na bola, mas mesmo assim quase enganou o goleiro Anthony Lopes, que se esforçou para chegar até a bola para evitar o gol dos alemães.

Perigoso nos contra-ataques, o Lyon teve mais uma chance clara aos 16 minutos. Karl Toko Ekambi foi lançado pela direita, tentou a finalização, a bola sobrou de novo para ele, que limpou a marcação e chutou forte, mas a bola bateu na trave. Voltou nele, que não conseguiu fazer nada. Mais uma chance que o Lyon desperdiçava diante de um adversário pesado.

Só que o Bayern respondeu de forma ainda mais contundente. Kimmich lançou na direita para Gnabry, que recebeu e, em velocidade, passou voando, cortou para o meio, da região da meia lua da área, soltou um tiro de pé esquerdo para acertar o ângulo de Lopes. Golaço do camisa 22: 1 a 0 para o Bayern, aos 18 minutos.

O Bayern quase marcou mais um em uma jogada ensaiada com Thomas Müller. O atacante recebeu livre, mas errou ao tentar chutar de primeira e desperdiçou a chance. Alguns minutos depois, nova chance para os bávaros. Desta vez, Marçal tirou mal a bola, que sobrou nos pés de Gnabry. Ele chutou forte e o goleiro Lopes fez uma boa defesa, sem conseguir segurar.

Só que o Bayern continuou moendo. Perisic desceu em velocidade pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro, na direção de Robert Lewandowski. O polonês, incrivelmente, se enrolou com a bola e perdeu o gol, mas a bola sobrou para Gnabry colocar para dentro: 2 a 0, aos 33 minutos.

Os bávaros tinham um volume de jogo assustador. Gnabry, mais uma vez, teve uma boa chance pela esquerda, com um cruzamento para a área, na direção de Lewandowski, mas o camisa 9 não conseguiu chegar na bola, mesmo se esticando. Depois de abrir 2 a 0, o Lyon pareceu perder força ofensiva.

Para o início do segundo tempo, o técnico Rudi Garcia veio com uma mudança. Trocou um brasileiro por outro, ambos da mesma posição: saiu Bruno Guimarães, entrou Thiago Mendes. No Bayern, Flick também mudou, mas também sem mudar muita coisa: saiu Jérôme Boateng e colocou em campo Niklas Süle.

O começo do segundo tempo teve o Bayern mais uma vez chegando com perigo. Lançamento pela esquerda para Ivan Perisic, que saiu na cara do gol. O croata finalizou mal, em cima do goleiro. Uma chance que poderia ter acabado com a partida.

Só que o Lyon mudou de novo. Tirou Memphis Depay, que não conseguiu fazer um bom jogo, apesar de uma boa chance no começo do jogo, e colocou o jogador que brilhou no jogo passado, Moussa Dembélé. E logo no seu primeiro lance, uma grande chance. Ele tocou para Aouar, que recebeu e tocou rápido para o meio, com Caqueret. Ele finalizou de primeira, mas o goleiro Manuel Neuer, bem posicionado, bloqueou o chute. Nada feito para o Lyon.

Os dois times continuaram a fazer alterações para manterem o desempenho físico. No Bayern, saiu Perisic e entrou Kingsley Coman. No Lyon, saíram Ekambi e Dubois e entraram Jeff Reine-Adélaïde e Kenny Tete. Rudi Garcia mudou novamente o time ao tirar o zagueiro Fernando Marçal, colocou o meia ofensivo Rayan Cherki.

Aouar, chegando mais ao ataque, criou mais uma chance de perigo aos 28 minutos. Boa jogada pela esquerda, dentro da área, e cruzou para o meio. Rayan Cherki não conseguiu pegar em cheio na bola.

O ritmo do jogo no segundo tempo foi muito mais tranquilo do que no primeiro, ainda que o Lyon continuasse a ameaçar eventualmente. O Bayern mantinha o jogo sob controle e sem nem fazer um grande jogo. Hansi Flick até aproveitou para fazer as suas últimas mudanças, aos 30 minutos colocando Philippe Coutinho no lugar de Gnabry. O brasileiro levou algum perigo em campo, posicionado no mesmo lugar de Perisic.

Depois, aos 36 minutos do segundo tempo, mexeu de novo com as saídas de Thiago Alcântara, que não fazia um grande jogo, Leon Goretzka para colocar em campo Corentin Tolisso e Benjamin Pavard.

O jogo já entrava naquele ritmo de todo mundo esperando o fim do jogo, mas em uma cobrança de falta da direita de Kimmich, Lewandowski, de cabeça, subiu bem, venceu Marcelo pelo alto, e tocou de cabeça para o fundo da rede: 3 a 0 para o Bayern de Munique. Foi o seu 15º gol na Champions League – a dois do recordista em uma só edição, Cristiano Ronaldo, em 2013/14.

Sem mais sustos, a vitória ficou com os bávaros. O que se viu contra o Lyon foi um Bayern muito forte, mas que cedeu chances ao adversário. Os Gones não são o melhor time da França e não conseguiram ter uma grande atuação. O PSG é um time muito mais forte que o Lyon, com um ataque mais poderoso. O Bayern tem um conjunto muito forte, mas tende a dar chances e, se o PSG souber aproveitar melhor que o Lyon, a situação do Bayern pode se complicar. A decisão promete.

A final será no domingo, 16h (horário de Brasília), no Estádio da Luz, em Lisboa. Os dois times devem entrar sem desfalques, o que é melhor ainda para o jogo.