O Lyon encarou o Paris Saint-Germain de frente, equilibrou e resistiu durante a final da Copa da Liga Francesa até fim. Não cometeu muito mais do que um erro no empate por 0 a 0, mas foi um erro que não poderia cometer. O pênalti perdido por Brendand Traoré foi o que separou os dois times no Stade de France, e o Paris Saint-Germain completou a tripleta de títulos nacionais, junto com a Ligue 1 e a Copa da França.

As decisões nacionais foram os dois primeiros jogos do PSG desde março, quando o futebol europeu foi paralisado pela pandemia de coronavírus, e os únicos antes de enfrentar a Atalanta nas quartas de final. Em nenhum deles, o poderoso time francês mostrou um futebol muito fluído, como era de se esperar, mas precisará encontrar a quinta marcha para a difícil partida contra os italianos, que chegarão em ritmo total.

O Lyon ficará sem competições europeias na próxima temporada porque estava em sétimo quando a Ligue 1 foi cancelada e não conseguiu se classificar por meio das copas. Além disso, desperdiçou a chance de conquistar seu primeiro título desde a Copa da França de 2011/12.

Neymar pegou bonito da entrada da área, aos sete minutos, e colocou a bola muito perto da trave. Aouar respondeu, também com um chute para fora, nas duas primeiras ações importantes de um jogo meio travado, mas que dependeu dos goleiros para que seu placar permanecesse em zero até o fim.

O PSG teve uma boa chance de contra-ataque, por volta da meia hora, mas Neymar tentou um novo passe, após receber de Di María, e a defesa do Lyon conseguiu o corte. Antes do intervalo, Idrissa Gueye exigiu uma boa defesa de Anthony Lopes e Jason Denayer cabeceou com perigo para fora.

As chances ficaram mais escassas no segundo tempo. Neymar teve uma boa escapada pela esquerda, mas seu chute acabou bloqueado, e Navas pulou para espalmar uma cobrança de falta perigosa no ângulo. Lopes voltou a trabalhar bem em uma cabeçada de Neymar e garantiu a prorrogação.

O português interveio novamente em chute de Di María, uma das poucas ações perigosas do tempo extra. Quase no fim do período, Di María chegou pela esquerda, após passe de Neymar, e Rafael se jogou para parar a jogada com um carrinho por trás. Não pegou em cheio. Na verdade, o argentino acabou tropeçando em seu pé direito. O árbitro deu cartão vermelho mesmo assim. Neymar cobrou a falta para fora.

 

Nos pênaltis, todo mundo cobrou com muita firmeza, menos Traoré, que tomou pouca distância e bateu cruzado de perna esquerda. Keylor Navas defendeu. Bastou a Pablo Sarabia acertar seu chute para dar o título ao PSG.

 

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