O Lyon é o maior clube do futebol feminino no momento. Alista uma seleção de estrelas internacionais, como Ada Hegerberg e Dzsenifer Marozsán. Domina o futebol francês, também tem muito sucesso em palcos europeus e agora pretende expandir sua excelência aos Estados Unidos. O presidente Jean-Michel Aulas havia anunciado, no começo de outubro, que estava próximo de comprar uma franquia da NWSL, a liga norte-americana de futebol feminino. E, agora, a identidade dela foi revelada: o Lyon está em negociações exclusivas para adquirir o Reing FC, clube de Megan Rapinoe, a atual melhor jogadora do mundo.

Embora seja um país com grande tradição e interesse no futebol feminino, os Estados Unidos têm dificuldades em estabelecer uma liga forte da modalidade. A National Women’s Soccer League tem apenas sete anos de idade e conta com nove clubes. No embalo do sucesso da última Copa do Mundo, a liga está em processo de expansão e recentemente votou para elevar o teto salarial e aumentar o valor de dinheiro alocado para grandes estrelas. A própria Rapinoe cobrou mais investimentos.

Havia a especulação de que o clube francês poderia comprar uma das novas franquias que devem expandir o número de participantes, mas, anunciou, por meio de um comunicado, negociações com o Reing FC, de Tacoma, nas redondezas de Seattle, quarto colocado da temporada regular em 2019 e depois derrotado pelo futuro campeão North Caroline Courage nas semifinais. Foi sua quarta participação nos playoffs (2014, 2015, 2018, 2019). Chegou a duas finais (2014 e 2015). Além de conter Rapinoe, ativo importante dentro e fora de campo, e ex-jogadora do Lyon, em 2013.

Segundo o site The Athletic, a negociação deve ser concluída até o fim de janeiro do ano que vem, a tempo para o início da próxima temporada da NWSL. Os atuais dirigentes do Reign, Bill e Teresa Predmore, continuarão envolvidos, como acionistas minoritários, com Bill como chefe-executivo e Teresa como presidente da academia. Paralelamente às negociações com o Lyon, o CEO do Reign busca um novo treinador para depois pensar na montagem do elenco.

Bill Predmore afirmou à The Athletic que não houve discussões para tirar o Reign de Tacoma, onde o clube manda suas partidas em um estádio de beisebol, com planos de construir uma casa específica para futebol. De acordo com o dirigente, a intenção não é que sua franquia seja substituída pelo Lyon, mas que as duas marcas co-existam.

“É um grande ponto de partida para nossa colaboração. Eles não estão tentando nos destruir, o que os faria ter que começar do zero. Eles valorizam o que existe. Eles tentarão manter o que realmente funciona. Essa é a situação em que estamos no momento. Eu não acho que vão sangrar uma instituição. Acho que a questão é ter duas entidades separadas que são individualmente ótimas como parte de uma extraordinária organização”, disse Bill.

As negociações continuam até o anúncio oficial, mas o interesse do Lyon é real. Trata-se de um dos clubes que mais leva a sério o futebol feminino no mundo e corrobora o apoio com investimentos reais e estrutura. Seria um grande ganho para a liga americana.