O Luverdense tem apenas 13 anos de existência, mas neste intervalo se firmou como um dos principais clubes do Centro-Oeste. Galgou degraus no Campeonato Brasileiro, apareceu bem na Copa do Brasil e passou levantar taças em seu estadual, três no total. Já nesta terça, o clube de Lucas do Rio Verde atingiu um novo patamar, conquistando o seu primeiro título além das fronteiras do Mato Grosso. Após vencer Paysandu no primeiro jogo por 3 a 1, o Verdão segurou o empate por 1 a 1 no Mangueirão e se sagrou campeão da Copa Verde. Fatura a competição com uma campanha invicta, se garantindo assim nas oitavas de final da próxima edição da Copa do Brasil.

Pensando na estruturação do clube, a caminhada até a Série B tem maior importância. Garante um calendário mais recheado, assim como maior fatia no bolo das cotas de televisão e maior exposição para acordos comerciais. Mas nada se equipara ao significado de um título como a Copa Verde. Feito para ser lembrado por muito tempo, especialmente por deixar para trás um adversário tão tradicional na decisão. Serve de impulso para mais uma campanha digna na segundona, como sempre aconteceu nos últimos três anos.

Nas fases anteriores da Copa Verde, o Luverdense eliminou Ceilândia, Rio Branco-ES e Rondoniense. Nada que se equiparasse ao desafio contra o Paysandu, dono do troféu em 2016. O Verdão não se intimidou e, de virada, encaminhou o título na Arena Pantanal. Erik, Marcos Aurélio e Dalton marcaram os gols. Já nesta terça, Leandro Carvalho fez a torcida do Papão sonhar com um tento aos três minutos, mas a reviravolta não concretizou. Aos 33 do segundo tempo, Rafael Silva converteu pênalti, o gol do título dos mato-grossenses. Um balde de água fria nos 26 mil paraenses que encheram as arquibancadas e fizeram um belíssimo mosaico na entrada em campo. Méritos para Júnior Rocha, o treinador de 36 anos que liderou os alviverdes em boa parte de suas últimas jornadas.

O troféu, o prêmio de R$ 180 mil e a vaga fases à frente na Copa do Brasil são importantes para o Luverdense. Mas nada se equipara ao simbolismo de um título que referenda o trabalho realizado nos últimos anos. Além disso, o Verdão marca a hegemonia do Centro-Oeste na Copa Verde. São três títulos em quatro edições do torneio, com Brasília e Cuiabá colocando a faixa no peito anteriormente. Mas, ao contrário de seus antecessores, o clube de Lucas do Rio Verde demonstra bem mais condições de ampliar sua galeria de taças regionais nos próximos anos.