A Portuguesa considera que terá, nas duas próximas rodadas, confrontos duros contra adversários diretos na luta contra o rebaixamento: Ponte Preta, em Campinas, e Palmeiras, no início do returno, no Canindé.

É isso mesmo. No comando luso, o Palmeiras é considerado como um dos nove clubes que lutam para conseguir 45 pontos (uns pensam em 46, outros em 43) necessários para a manutenção na elite no ano que vem. Os outros oito são a própria Portuguesa, Sport, Náutico, Bahia, Atlético Goianiense, Coritiba, Ponte Preta e Figueirense.

O Palmeiras não constava na lista. Mesmo quando estava na zona de rebaixamento, atrás da Lusa, sua “fuga” era considerada algo líquido e certo. Todos na Lusa torceram pelo Palmeiras, contra o Atlético-GO, por exemplo. Como o Palmeiras vai se safar mesmo, que afunde um nosso rival, era o raciocínio.

Agora, não é mais. “A gente cansou de esperar pela fuga do Palmeiras, pelas vitórias que tirariam o time deles dessa briga pelo rebaixamento, mas nada acontece. Então, nós vamos para o jogo contra eles como se fosse uma final. É briga de dois times que lutam pelas mesmas coisas”, me disse um membro da comissão técnica da Lusa.

Faz sentido. Mesmo que perca para a Ponte Preta e que o Palmeiras vença o Santos, a Portuguesa chegará em vantagem na abertura do returno. Terá 22 pontos contra 19. “Se a gente perder, eles igualam em pontos e ficam na frente em número de vitórias. É preocupante”, analisa.

Desde que o Campeonato Brasileiro passou a ter 20 clubes e a ser decidido em turno e returno, 43 foi o número de corte para quem não quer ser rebaixado. Apenas uma vez esse número foi insuficiente, dando lugar a 46 pontos. Em 2012, a se basear no primeiro turno, o trabalho para escapar vai ser mais fácil. O Palmeiras, com 16, é o mais perto dos quatro que paqueram a degola. Se vencer, chegará a 19.

Então, a conta é simples e aponta 38 pontos como suficientes para a manutenção na Série A. Números apenas, que não contemplam aquela ascensão final de times que estão no sufoco. Aquele respiro que antecede a queda. Por isso, os cautelosos apontam de 43 a 45 pontos como suficientes.

Imagine então a situação do Palmeiras, caso perca do Santos. Terminará o primeiro turno com 16 pontos e precisará de 27 para escapar. Ou seja, precisará melhorar muito. Quem ganhou quatro partidas no primeiro turno, precisará de nove no segundo.

E, se essa reação não vier logo, tudo se complica. É um quadro dantesco imaginar que, nos últimos nove jogos você precisa ganhar cinco. Normalmente, nem é tão difícil, mas acompanhado de pressão emocional….

Para evitar pesadelos que confirmem a previsão lusa, seria fundamental para o Palmeiras vencer o Santos no sábado. Pode ser o gás inicial para a escapada que o próprio Santos e Corinthians já conseguiram. Time para isso o Palmeiras tem, apesar de desfalques constantes (Assunção, Fernandinho, Valdívia, Wesley etc) que lhe dão, disparadamente, o título de time mais azarado do ano.