Romelu Lukaku tem uma relação conturbada com a seleção belga. É um jogador que surgiu com uma imensa expectativa e sofreu com muitas críticas que o afetaram significativamente, como ele bem conta no seu depoimento ao Player’s Tribune. Por vezes criticado por sua origem congolesa, tratado como estrangeiro nos momentos de baixa e como belga na alta, ele sempre decidiu falar sobre o assunto. E em entrevista para um documentário da Otro, Lukaku não mediu palavras: disse que se considera o melhor centroavante de todos os tempos da Bélgica.

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“No começo, não funcionou”, conta Lukaku sobre o seu início na seleção belga. “As pessoas achavam que eu não era bom na Bélgica, eles pensaram que eu não marcaria mais de 25 gols. Eu pensei ‘uou’. Eu não tinha nem completado 19 anos na época”, disse ainda o jogador. “Toda vez que eu jogo pela Bélgica, eu tenho um senso de raiva maior que o orgulho. Eu disse à minha mãe que ela nunca deveria ir me ver jogar pela seleção, nem meu pai, e é por isso que eu cumprimento a câmera quando faço gols, eu sei que eles estão assistindo de casa”.

Aos 25 anos, Lukaku tem uma relação bastante diferente com a seleção belga atualmente. O time passou por um momento de crise quando não conseguiu a classificação para a Eurocopa de 2012, já com um time considerado forte, a “geração belga”. Em 2014, caiu nas quartas de final da Copa do Mundo diante da Argentina, depois caiu diante de Gales na Eurocopa de 2016 na mesma fase. Em 2018, o time superou o Brasil nas quartas da Copa e caiu diante da França na semifinal. Ficou com o terceiro lugar ao bater os ingleses na disputa pelo terceiro lugar.

Lukaku foi um destaque do time ao longo da campanha na Copa. Seu recorde pela seleção é impressionante. São 79 jogos disputados e 45 gols marcados, uma média impressionante de 0,57 gol por jogo. “As pessoas às vezes me perguntam se sou um dos três melhores centroavantes da história da Bélgica, sim, sim, sim. Eu diria que eu sou o melhor de todos os tempos, com um quilômetro de distância”, disse o jogador do Manchester United. “Eu sou o número um na lista de artilheiros da seleção com 34 gols nos meus últimos 33 jogos. O que você pode me dizer agora?”.

O segundo colocado na lista de maiores artilheiros da história da Bélgica é Bernard Voorhoof, que defendeu as cores do país de 1928 a 1940, com 30 gols em 61 jogos. Com o mesmo número de gols está Paul Van Himst, que defendeu a Bélgica de 1960 a 1974, em 81 jogos. Eden Hazard, na eleção desde 2008, tem 30 gols em 100 jogos. Certamente irá superar essa marca.