O jogador mais premiado do futebol mundial em 2018, o croata Luka Modric, foi escolhido como a personalidade esportiva do ano pela revista GQ da Espanha, e estará na capa da publicação em janeiro. Camisa 10 do Real Madrid e da Croácia, o meia deu entrevista à revista falando sobre a sua carreira e ressaltando o próprio trabalho, dizendo que ninguém deu nada de graça e que tudo que conquistou foi por causa do seu trabalho. Aos 33 anos, Modric é um jogador cheio de títulos no currículo pelo Real Madrid. Um campeonato espanhol, uma Copa do Rei, duas Supercopas da Espanha, quatro Champions League, três mundiais de clubes (e tem tudo para ganhar o quarto), além de três supercopas da Uefa.

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“Me faz feliz que as pessoas tenham reconhecido, por fim, o que eu consegui na minha carreira esportiva. Ainda que seja verdade que eu tive que ganhar muitas coisas para que isso acontecesse, ganhar três Champions League seguidas e chegar com um país tão pequeno como a Croácia à final da Copa do Mundo, que era algo quase inimaginável. Só então outros se deram conta de que o futebol não é só gols, gols e gols”, disse o meio-campista, em palavras que soam como desabafo.

“Eu vivi rodeado de dúvidas desde pequeno, pelo meu físico, por não ter altura. Alguns pensavam que isso era importante para triunfar na vida e no futebol, mas eu nunca duvidei de mim mesmo. Não me importava o que disseram os demais, eu tinha os meus sonhos e sempre olhava para frente. Nunca tive nenhuma dúvida que eu iria conseguir”, afirmou o camisa 10 do Real Madrid e da Croácia.

Modric foi escolhido o melhor do ano pela Uefa, pelo prêmio The Best, da Fifa, e pela Bola de Ouro, da France Football, os principais prêmios do futebol mundial. “Todos os prêmios, incluindo The Best e Bola de Ouro, são melhor apreciados quando você sabe que ninguém me deu nada. A mim, ninguém deu nada. Tudo que eu consegui foi com trabalho”, continuou o meia.

“Desde pequeno, quando eu fui emprestado a um clube da Bósnia, todos opinavam que eu não ia triunfar. Depois, me emprestaram a um time da Croácia e, quando eu voltei na metade do ano ao melhor clube do país, o Dinamo Zagreb, outra vez tive que ouvir que não poderia jogar neste nível. Logo cheguei à Inglaterra e à seleção adulta… E as mesmas dúvidas. Tudo isso só conseguiu me fazer mais forte”, revelou o jogador.

“Graças a essa confiança e a essa fé em mim mesmo e o apoio das minhas pessoas mais próximas, cheguei ao maior clube do mundo. E embora hoje eu esteja onde estou em Madri, a princípio muitas pessoas também não acreditaram em mim. Esta parte da minha vida, sempre rodeada de dúvidas, sempre escutando que não vou chegar ao posto mais alto”, contou o jogador.

“Você também tem que estar abaixo para apreciar os momentos bonitos da tua carreira. Por isso, temos que tentar aprender algo de novo a cada derrota, mas não gosto de perder, em nada, sobretudo no futebol, que é a minha vida, mas também em nenhum outro jogo, não jogo só por jogar, se não sou bom em algo eu prefiro não participar, ou aprender até dominá-lo’, declarou o jogador, mostrando uma obstinação.

No Real Madrid desde 2013, Modric fez elogios quando foi perguntado sobre a vida na capital espanhola. “É uma capital preciosa, tem tudo que você precisa, a comida é impressionante e as pessoas me tratam muito bem. Não pude encontrar nada de ruim nela”, disse. As especulações no começo da temporada eram grandes, porque a Internazionale deixou claro que tinha interesse em contratar o croata.

Capa da GQ da Espanha com Luka Modric