Lucy Bronze teve uma temporada excelente em 2018/19. Além de ter sido campeã europeia e francesa com o Lyon, semifinalista da Copa do Mundo pela Inglaterra e eleita para o time de 11 melhores da temporada como titular na lateral direita. Além de tudo isso, Bronze ainda foi indicada entre as três melhores jogadoras do mundo no prêmio The Best, da Fifa. Acabou ficando em terceiro lugar – o que inevitavelmente lembra do seu sobrenome.

Para 2020, Bronze terá outro desafio em termos de competições internacionais: a Olimpíada de Tóquio, onde a seleção do Reino Unido irá jogar novamente – em 2012, jogaram nas Olimpíadas de Londres, mas as federações do Reino Unido não chegaram a um acordo para formar um time para 2016.

Na Olimpíada, os britânicos competem como Grã-Bretanha, enquanto no futebol as federações jogam separadas (Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte). Portanto, para formar um time de futebol para a Olimpíada, é preciso um acordo entre as partes.

Melhor do mundo

O técnico da Inglaterra, Phil Neville, já usou Bronze algumas vezes no meio-campo para tentar aproveitar ainda mais a sua qualidade. A jogadora foi perguntada se poderia se tornar uma das melhores do mundo também nessa nova posição.

“Eu acho que não. Há uma montanha de jogadores de qualidade nessa posição, eu estou entrando um pouco tarde na minha carreira e é um desafio pela qual estou empolgada. Eu acho que Phil quer me fazer ser uma jogadora melhor eu acho que jogando no meio-campo pode fazer isso. É um bom desafio, algo que eu estou empolgado e se isso pode me fazer uma jogadora melhor, então é algo que eu realmente me importo”, afirmou Bronze em entrevista à Fifa.

Neville disse e repetiu várias vezes que Lucy Bronze é a melhor jogadora do mundo na opinião dele. A lateral foi perguntada o que acha quando ouve isso. “Ele diz isso na minha cara, ele me manda mensagem com isso, ele me liga e me diz a mesma coisa. Eu digo apenas: ‘Não sou a melhor, ainda’. Talvez eu nunca seja, mas ainda estou me esforçando para ser melhor. Eu posso ser muito melhor que a jogadora que sou hoje, a jogadora que as pessoas viram na temporada passada. É fantástico que um dos meus técnicos – especialmente o técnico da seleção – tenha tanta confiança em mim, do modo como eu jogo e o que posso fazer pelo time”, disse a inglesa.

Lyon

“Eles querem ter as melhores jogadoras do mundo no clube. [Jean-Michel] Aulas, o presidente, está consistentemente buscando as melhores jogadoras daquele ano e ele quer levá-las ao clube para manter o Lyon no topo. O Lyon tem sido o melhor time, discutivelmente no mundo, por um tempo muito longo”, disse Bronze.

“Eles são o melhor time da Europa por um tempo muito longa, ganharam muitos troféus e é por isso que há um desejo constante de trazer as melhores jogadoras, então as melhores jogadoras querem jogar com eles e o ciclo continua. Eu acho que isso aparece nas vencedoras da Bola de Ouro, finalistas do prêmio The Best, jogadora do ano da Uefa, muitas delas jogaram pelo Lyon em algum momento da carreira”, continuou a lateral.

Copa do Mundo

“Eu gostei muito do nosso primeiro jogo, nossas rivais locais, Escócia. Para mim, foi minha segunda Copa do Mundo e eu lembro quanta empolgação eu tive na primeira. Foi bom para mim ver as jogadoras na sua primeira Copa do Mundo, o quanto estavam empolgadas na preparação para o jogo e aquela falação na concentração pela primeira partida, para que o torneio começasse. Todo aquele trabalho que fizemos por dois, três anos finalmente rendeu frutos naquele primeiro jogo. Foi uma memória especial para mim”.

“Eu acho que não houve arrependimentos em nível pessoal nesta Copa do Mundo. Foi a minha segunda Copa, eu sabia dos planos que Phil tinham para mim a nível pessoal. Eu acho que o mais difícil para mim foi jogar tantos jogos a temporada inteira e tentar manter o nível alto na final da Champions League, Copa da França, jogos da liga, da Inglaterra e então a Copa do Mundo. Isso teve um preço para mim, mas eu sei que eu dei tudo naqueles 50 dias ou algo assim na França. Infelizmente, faltou um pouco para nós, mas eu vou tentar de novo no próximo ano, e no ano seguinte, até que a Inglaterra finalmente coloque as mãos em alguma taça”.