O Milan é um dos clubes históricos do futebol europeu e mundial. Quando Lucas Paquetá foi negociado com o clube, em janeiro de 2019, a expectativa é que ele pudesse ter bastante espaço. Apesar da camisa tradicional, o Milan não viva um grande momento e o brasileiro poderia ter espaço para ter minutos em campo e crescer. Não foi o que aconteceu. O jogador acabou não tendo tantos minutos quanto gostaria, nem tendo o desempenho que se esperava. Por isso, seu nome já era especulado até para deixar os rossoneri. Ele, porém, demonstrou que quer continuar no Milan.

Na atual temporada, Paquetá fez 19 jogos, com 17 deles na Serie A. Apesar do número razoável de jogos, a maioria deles, 10, foi entrando ao longo da partida, o que resultado em uma quantidade de minutos em campo ainda baixa, 834. Uma média de 49 minutos por partida. Nesta temporada, sempre utilizado no centro do meio-campo.

“O Milan significa uma nova casa para mim’, afirmou o jogador, em uma live feita na conta oficial do clube no Instagram. “Eu espero sempre ser feliz aqui e eu darei tudo para vencer com este clube histórico. Eu amo ser parte do Milan, eu amo a comida na Itália e a beleza da língua italiana. É claro, sinto falta do Brasil, acima de tudo da minha família e amigos”.

“Eu gosto de ouvir música para me preparar para um jogo, mas apenas vestir a camisa do Milan já é a melhor motivação que eu posso ter. Meu primeiro gol aqui significou muito para mim”, contou o brasileiro. “Eu estou feliz por estar na Itália e espero estar mais tempo em campo, colocando minhas qualidades à disposição do time e os ajudando a vencer”.

Com as incertezas no Milan, Paquetá é especulado em outros clubes, como a Fiorentina, na própria Itália, e o Benfica, em Portugal. Antes, chegou a ser especulado no PSG, um interesse que aparentemente esfriou. O melhor caminho é mesmo ficar no Milan e mostrar que pode ser útil, até porque pode mesmo.

O jogador tem claramente potencial de ser um titular importante do Milan, mas seu rendimento foi irregular, em parte porque no começo da sua trajetória no clube, parecia que não havia uma posição certa para ele. Um meia ofensivo, um meia central ou um ponta. A dificuldade de se encaixar no tipo de jogo com Gennaro Gattuso, por exemplo, deixou a sua vida mais complicada.

Aos 22 anos, Paquetá é um jogador versátil, que surgiu no Flamengo capaz de jogar até improvisado como centroavante nos tempos do técnico Reinaldo Rueda. Atuar pelos lados do campo é uma possibilidade, mas ele parece mesmo render no centro do campo, tanto que era cotado para jogar como uma espécie de segundo volante no Flamengo, algo que Gérson passou a exercer no time carioca a partir da sua chegada. O técnico da seleção brasileira, Tite, também vê no jogador potencial para atuar na função. O que Paquetá precisa é continuidade e, para isso, seguir no Milan e brigar por seu espaço seria o melhor caminho.