Um dos grandes times do país, o Hamburgo vive anos muito ruins. Na temporada passada, quase caiu para a segunda divisão – se salvou no playoff do rebaixamento. É claramente inferior ao Bayern de Munique, um dos mais fortes times da Europa. A diferença de qualidade é grande entre os dois, mas o que se viu neste sábado, na HSH Nordbank Arena. O empate por 0 a 0 aconteceu porque o Bayern não conseguia fazer seu domínio de posse de bola se transformar em chances reais e porque o Hamburgo não aproveitou as chances de contra-ataque que teve. O Bayern segue sem apresentar o futebol estonteante que jogou na temporada passada.

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O time, é verdade, entrou em campo rodando o elenco. Claudio Pizarro foi titular no lugar de Robert Lewandowski, Alaba jogou no meio como ponta no lugar de Ribéry, Shaqiri começar no lugar de Robben, que teve problema no vestiário e ficou fora do jogo. Guardiola ainda procura alternativas de jogo, mas o Bayern seguiu com problemas para criar chances reais de gol. Domina o jogo, a posse de bola, mas encontra dificuldades com os espaços fechados que o adversário impôs.

O Bayern teve 74% de posse de bola na partida, chutou 15 vezes a gol contra só quatro do adversário. Olhando esses dados, daria para imaginar que o time foi amplamente superior e a vitória não veio por acaso. Não é verdade. É verdade que um dos melhores jogadores da partida foi Heijo Westermann, zagueiro do Hamburgo, mas o goleiro Drobny não teve muito trabalho. Dos 15 chutes do Bayern, só três acertaram o gol. Nem as entradas de Götze, Xabi Alonso e Lewandowski no segundo tempo salvaram o Bayern de ser um time que domina a bola, mas não consegue agredir o adversário.

O Hamburgo, por sua vez, teve algumas poucas chances parar marcar e no segundo tempo conseguiu até igualar o jogo em alguns momentos. Lewis Holtby foi bem no jogo, comandando a criação das jogadas, uma vez que quem faz esse papel, normalmente, é Rafael van der Vaart, que não jogou, machucado. Foi quem causou mais perigo e teve uma boa chance em contra-ataque em velocidade puxado no segundo tempo, mas a bola caiu no pé direito e ele finalizou mal, por cima do gol.

Guardiola ainda busca tornar o Bayern menos previsível, mas se depara com problemas sem ter dois dos seus principais jogadores, Ribéry e Robben. Müller, um dos melhores jogadores do time, não está em grande fase e perdeu uma grande chance no jogo. O Bayern avassalador da temporada passada ainda não apareceu. Há tempo para o time melhorar e é quase certo que isso acontecerá. Resta saber se melhorará o suficiente para estar novamente entre os melhores da Europa, depois de tomar uma sapatada do Real Madrid na temporada passada. O Hamburgo ainda é um time que só briga na parte de baixo da tabela, mas mostrou, ao menos nesse jogo, que pode complicar a vida de times mais fortes.

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