O Barcelona tem totais condições de conquistar o Campeonato Espanhol nesta temporada. Mesmo em uma campanha morna dos blaugranas, desperdiçando pontos e dependendo demais de seus protagonistas, a concorrência vem ainda pior. E depois da vitória sobre Real Madrid no clássico do último final de semana, somente o Atlético de Madrid resiste como perseguidor. Neste sábado, a equipe de Ernesto Valverde recebia o Rayo Vallecano no Camp Nou. Um jogo teoricamente fácil, para golear os visitantes. Não foi o que aconteceu. Os franjirrojos abriram o placar e os culés precisaram recobrar o prejuízo, contra um oponente que resistia. Somente no segundo tempo é que saiu a virada por 3 a 1, sem muito brilho, que sustenta a vantagem na primeira colocação e prepara o caminho antes do duro embate contra o Lyon, pela Liga dos Campeões.

O Barcelona entrou em campo com o time praticamente completo, mas mesmo assim não foi um bom início de partida. Os blaugranas viram o Rayo Vallecano dar as suas investidas nos primeiros minutos. O time da casa tomou o domínio depois disso, mas não convertia o controle em chances e acabou pagando caro aos 24 minutos. Bola roubada no campo de defesa, que permitiu o contragolpe dos franjirrojos. Raúl de Tomás avançou até a entrada da área e, depois de cortar a marcação, chutou no canto de Marc-André ter Stegen. Só depois disso é que o Barça acordou, até buscar o empate aos 37 minutos. Messi cobrou falta em direção à área, botando uma curva venenosa na bola, e Gerard Piqué apareceu com liberdade para marcar de cabeça.

 

Na volta ao segundo tempo, Valverde deixou o Barcelona mais ofensivo. Tirou Arthur para a entrada de Ousmane Dembélé, recuando Philippe Coutinho para o meio-campo. O brasileiro até melhorou sua apresentação, mas nada tão significativo, enquanto a pulsação dos blaugranas no meio dependia de Vidal. Com as mudanças fazendo efeito, a virada saiu logo aos quatro minutos, em pênalti discutível sobre Nélson Semedo. Messi cobrou e guardou. Enquanto a defesa do Rayo trabalhava bem, o ataque proporcionou algumas chegadas perigosas ao longo do segundo tempo. Apesar da iniciativa, o duro golpe se deu aos 36 minutos, com o terceiro tento dos catalães. Luis Suárez tabelou com Iván Rakitic e ficou em ótimas condições para concluir. Longe de qualquer magia, o time da casa cumpriu sua parte e ficou com o resultado positivo. Mas a insatisfação é óbvia, inclusive com vaias a Coutinho quando este foi substituído.

Barcelona chega aos 63 pontos e continua sete à frente do Atlético de Madrid. São quatro vitórias consecutivas dos culés no Campeonato Espanhol. Além disso, quem amplia os seus números é Messi. O craque tem 26 gols e 12 assistências, uma produção ofensiva superior à de 16 concorrentes da Liga. Já o Rayo Vallecano, apesar da atuação razoável no Camp Nou, vive péssima fase. São seis derrotas consecutivas, que afundam os franjirrojos na zona de rebaixamento. Têm 23 pontos, a dois de deixarem o Z-3.