Giovani Lo Celso teve o seu espaço no Paris Saint-Germain, mas nunca se encaixou realmente na equipe. Chegou a ser utilizado em diferentes posições, inclusive como volante. A alguns, transferir-se ao Betis poderia parecer um passo para trás na carreira. Contudo, o argentino demonstra que caminha à sua evolução. Em uma equipe bastante ofensiva, o jovem de 22 anos orquestra o meio-campo e demonstra todo o seu potencial. Não à toa, seus gols se tornaram bastante frequentes na Andaluzia. E nesta quinta-feira o camisa 21 brindou a torcida com uma pintura, selando a goleada por 4 a 0 sobre o Racing Santander e a classificação aos 16-avos de final da Copa do Rei.

Em duas temporadas completas vestindo a camisa do PSG, Lo Celso anotou seis gols em 54 partidas. No Betis, precisou de 17 jogos para chegar aos mesmos seis gols. No Campeonato Espanhol não tem sido tão efetivo, com dois tentos, mas um deles contribuiu justamente na emblemática vitória sobre o Barcelona. Na Liga Europa, são três, embalando a campanha dos beticos e ajudando a destruir o Milan nesta caminhada. Por fim, o primeiro na Copa do Rei veio desta vez.

O Betis já havia vencido o Racing por 1 a 0 na ida e, dentro do Benito Villamarín, atropelou os visitantes. Jon Ander Pérez, Antonio Sanabria e Sergio León anotaram os primeiros gols. Já aos 44 do segundo tempo, Lo Celso tratou de fechar a contagem com chave de ouro. Recebeu a bola na área e chamou o marcador para dançar, com duas fintas secas, de um lado para o outro. Ficou com a meta escancarada à sua frente e fuzilou o goleiro de canhota, para arrancar aplausos da torcida nas arquibancadas. Faz por merecer este reconhecimento.

O empréstimo de Lo Celso vai até o final da temporada. No entanto, o Betis já manifestou o interesse em acionar a cláusula de compra, avaliada em €30 milhões – e o argentino também indica sua vontade em ficar na Andaluzia. Se o negócio sair mesmo nestas cifras, parece uma pechincha aos verdiblancos. É um jogador que pode potencializar a equipe no curto prazo e ainda render dinheiro no futuro. A bola apresentada pelo camisa 21 reforça esta impressão.