A batata quente está no colo de Freddie Ljungberg. O ex-jogador assumiu o comando do Arsenal interinamente, após a demissão de Unai Emery, em meio a uma sequência de jogos sem vitória e precisa de toda a ajuda que puder obter. Por isso, antes de liderar o time no Emirates Stadium pela primeira vez, na próxima quinta-feira, contra o Brighton, entrará em contato com duas de suas referências: Arsène Wenger e o compatriota Sven-Goran Eriksson.

Foi Wenger quem contratou Ljungberg para o Arsenal, do Halmstad, em 1998, e lhe deu a primeira chance como técnico no sub-15, em 2016. Ele saiu do clube inglês para trabalhar no Wolfsburg e retornou, ano passado, como comandante do sub-23, já com Emery, antes de ser promovido à comissão técnica do time principal.

“Eu realmente gostaria de falar com ele (Wenger). Estou em contato com ele, mas ainda não conversamos porque tudo tem sido muito agitado, mas está na minha lista. Ele foi treinador aqui durante 22 anos, então tem muita experiência. E ele provavelmente tem algumas coisas que considera importantes para compartilhar comigo e me tornar um treinador melhor. É isso que gostaria de perguntar”, disse.

De Erikson, Ljungberg aproximou-se quando o compatriota era treinador da Inglaterra e também acredita que pode receber alguns conselhos valiosos. “Sven é inteligente. Eu conversei bastante com ele quando ele era treinador da Inglaterra porque ele via nossos jogos. Conheço algumas histórias de como ele tratava os jogadores e como ele os fazia se sentir bem e coisas assim. Roubei um pouco dessas ideias. Ele é um grande treinador. Espero que consiga falar com ele em breve”, acrescentou.

A estreia de Ljungberg como treinador do Arsenal foi no domingo, no empate por 2 a 2 com o Norwich, oitavo jogo sem vitória do time do norte de Londres, por todas as competições. Os Gunners ainda buscam um técnico permanente.