Ao se despedir da Juventus, deixando para trás uma história de 25 anos, Claudio Marchisio escreveu, em carta aos torcedores, que “seu coração e seu DNA tinham apenas duas cores”. Por isso, livre no mercado após rescindir contrato com o Zenit, o meia não cogita a possibilidade de voltar à Itália porque tem uma promessa a cumprir: nunca defender outro clube do país.

E isso se estende até às parcerias com agremiações estrangeiras porque ele rechaçou até uma proposta do Jiangsu Suning, que tem laços com a Internazionale. “Houve interesse, mas decidi não ir atrás, parcialmente porque eles são muito próximos à Inter e isso certamente afetou minha decisão de não aceitar a oferta”, disse, segundo o Football Italia. “Eu recebi muitas propostas de clubes e também mensagens de jogadores pedindo para me juntar a eles, mas eu quero manter meus princípios e promessas. Eu disse que nunca usaria outra camisa italiana depois da Juventus e isso não mudará”.

“Se eu aceitar outro clube, será fora da Itália. Não quero olhar apenas à proposta na mesa ou a cidade, mas ao projeto no geral. Ao mesmo tempo, não pensei em voltar à Juventus. Tomei minha decisão um ano atrás e não quero voltar atrás. Foi o momento certo de seguir em frente”, completou.

Marchisio foi para o Zenit no começo da temporada passada, quando seu contrato com a Juventus chegou ao fim, mas atuou apenas 15 vezes pelo clube russo, antes de se machucar e perder a segunda metade da temporada.

“Preciso de um pouco de tempo para a reabilitação, mas estou quase lá e consegui recarregar minhas baterias melhor sozinho do que em uma dinâmica de grupo. Eu sabia que a cirurgia me custaria muito tempo, então foi melhor para todo mundo rescindir o contrato com o Zenit antes. Desejo tudo de melhor ao time e aos torcedores nesta nova temporada”, encerrou.