Pelo segundo ano seguido, o Liverpool foi até a cidade do Porto a passeio. Venceu o jogo de volta das quartas de final da Champions League por 4 a 1, sem choro e nem vela, e deixou os mandantes sem ter muito o que comemorar. No Estádio do Dragão, os Reds passaram por cima. A goleada veio com bastante tranquilidade, com um desfile do seu ataque. Os três jogadores marcaram: Sadio Mané, Mohamed Salah e Roberto Firmino. Restou ao Porto tomar um vinho da casa e curar a dor da eliminação antes do Campeonato Português.

O Porto veio diferente em relação ao jogo de ida, sem o atacante Tiquinho Soares para a entrada de Yacine Brahimi. No centro do ataque, Moussa Marega foi quem comandou as ações. A linha de defesa brasileira foi repetida, com Éder Militão na lateral direita, Felipe e Pepe no centro da zaga, e Alex Telles na lateral esquerda.

Com a boa vantagem do jogo de ida, o técnico Jürgen Klopp se deu ao luxo de poupar um dos seus jogadores. Roberto Firmino ficou no banco, dando lugar a Divock Origi. No meio-campo, Georgino Wijnaldum, Fabinho e James Milner, substituindo o capitão Jordan Henderson, formaram o trio, com Sadio Mané e Mohamed Salah pelos lados do ataque.

O primeiro tempo começou com o Porto partindo para cima com tudo. Logo no primeiro lance, os portugueses levaram perigo. Jesús Corona, puxando da ponta direita para dentro, chutou forte e a bola passou perto, muito perto do gol de Alisson. O Porto tentou pressionar e os primeiros minutos foram de domínio territorial, pressionando e tentando chutes, ainda que sem tanto perigo quanto o primeiro.

O Liverpool mal chegava ao ataque, mas quando chegou, marcou. Aos 26 minutos, Salah recebeu do lado esquerdo, puxou para dentro e chutou meio torto de pé direito, mas a bola encontrou Sadio Mané no meio do caminho e ele empurrou para as redes. O bandeira levantou seu instrumento logo que a bola entrou. O VAR, então, consultou a posição do senegalês, que parecia mesmo impedido. Não estava. O gol foi validado pela arbitragem. O Liverpool saía na frente no placar.

O segundo tempo começou com mudanças. O Porto tirou o meio-campista Otávio para colocar Tiquinho Soares, mais um ataque. O Liverpool tirou Origi e trouxe Firmino a campo. O cenário do jogo mudou pouco, porém. O Porto tentava colocar alguma pressão e chegou a levar algum perigo com uma cabeçada de Tiquinho Soares, mas nada de mais.

Até que veio um contra-ataque preciso, daquele jeito que o Liverpool no seu estilo mais gosta. Alexander-Arnold fez um belo passe aproveitando os espaços deixado e encontrou Salah. O camisa 11 avançou e, com tranquilidade, tocou no canto de Iker Casillas para marcar 2 a 0, aos 20 minutos. O placar voltaria a se movimentar rapidamente, com Éder Militão, de cabeça, tocando em cruzamento de Alex Telles em um escanteio. Diminuiu o placar para 2 a 1 aos 23 minutos.

Só que o Liverpool voltaria a ficar em vantagem. Aos 32 minutos, Henderson cruzou para a área e Firmino, em um movimento perfeito pelo alto. Ampliou o para 3 a 1 em favor do Liverpool e, àquela altura, jogou de vez um balde de gelo em um jogo que já não tinha muitas perspectivas positivas para os portugueses. Poderia haver ao menos um sonho de virada e vitória, mas perdendo por 3 a 1 até isso se esvaiu.

O Liverpool completou o serviço aos 38 minutos do segundo tempo. Milner cobrou escanteio e o zagueiro Virgil van Dijk aproveitou desvio de Mané na primeira trave e completou de cabeça para fazer 4 a 1 e decretar mais que uma vitória: passou a ser goleada. Foi quando os dois técnicos até sentaram nos bancos de reservas. O agitado Klopp já se reclinava no banco, sorrindo. Sérgio Conceição pareceu desistir de vez de qualquer coisa e sentou no banco, preocupado e curvado para frente.