O Liverpool conseguiu uma vitória crucial na disputa pelo título da Premier League. Diante de um frágil Fulham, o time de Jürgen Klopp jogou menos do que se esperava, mas ainda assim conseguiu vencer por 2 a 1, graças a um gol no final, de pênalti. Os Reds mantêm, assim, uma vantagem na tabela diante do Manchester City, que tem um jogo a menos – seu jogo contra o Manchester United foi adiado para o dia 24 de abril.

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A fase de Sadio Mané é mesmo iluminada. Aos 25 minutos do primeiro tempo, ele recebeu pela ponta esquerda, toca para Firmino, que vai à linha de fundo já dentro da área e devolve para o próprio Mané, que finaliza para marcar 1 a 0 para os Reds no Craven Cottage. Só que isso foi mesmo o melhor que aconteceu no primeiro tempo. Nada muito além disso aconteceu, deixando tudo para o segundo tempo.

Em um segundo tempo bastante morno, com o Liverpool parecendo estar de freio de mão puxado, o Fulham começou a colocar as mangas de fora. Faltava qualidade para o time aproveitar as chances e chegou até a marcar um gol, mas com Flyd Ayité completamente impedido, o gol foi bem anulado.

O Liverpool parecia em ritmo de cruzeiro, tentando se poupar depois de uma semana agitada para o time de Marseyside. Afinal, veio uma classificação dura contra o Bayern de Munique, pela Champions League, em uma vitória por 3 a 1 que levou o time às quartas de final da Europa. Isso, somado ao fato que o Fulham é um time horroroso, 19º colocado e um dos mais prováveis rebaixados ao final da temporada, fez com que o Liverpool relaxasse mais do que deveria. O Liverpool tinha menos controle do que deveria no jogo. E o Fulham, que tinha chegado com perigo, poderia empatar em um lance e complicar as coisas.

E os Cottagers chegaram ao gol de empate, afinal. Aos 29 minutos, Virgil Van Dijk, um dos destaques do time na temporada, recuou de cabeça para Alisson, mas cabeceou muito curto. Ryan Babel, ex-Liverpool, chegou antes, dividiu com o goleiro brasileiro e ficou com a sobra para empurrar para o gol aberto. O holandês sequer comemorou o gol. Lembrou dos tempos de Liverpool, que defendeu de 2007 a 2011.

O desespero começava a tomar conta do Liverpool, que fazia, novamente, um jogo pouco inspirado. O Fulham tratou de facilitar a vida do time que disputa o título. James Milner lançou na direita Salah, dentro da área, e o egípcio bateu colocado. O goleiro Sergio Rico falhou, espalmando a bola, e Mané ia pegar o rebote. Ia, porque Rico o segurou e cometeu pênalti. Milner cobrou no meio do gol e marcou: 2 a 1 para o Liverpool aos 36 minutos. Vantagem novamente nas mãos dos Reds para os minutos finais.

Pouco depois, o Liverpool chegou ao ataque trocando passes, conseguindo fazer o que poderia ter feito desde muito mais cedo. A bola final ficou com Wijnaldum, que chutou colocado, perigoso, com curva, mas errou o alvo por pouco. Seria um belo gol do holandês. Pouco depois, aos 41 minutos, uma retomada de bola de Mané e uma chance claríssima. O senegalês avançou com a bola até a entrada da área e rolou para Salah, que passou pela esquerda. Com a bola redonda, no pé bom, o egípcio chutou em cima de Rico. Perdeu a chance.

Os três pontos levam o Liverpool a 76 pontos na tabela em 31 jogos disputados. O Manchester City tem 74 pontos em 30 jogos. Caso vença o jogo que tem a menos, os Citizens, de Pep Guardiola, retomam a ponta da tabela. Jürgen Klopp tem que comemorar o triunfo dos Reds, porque os três pontos são importantes demais nessa disputa de título tão acirrada, mas precisa pensar mais no desempenho e no controle do jogo. Jogos caóticos por vezes são imprevisíveis e isso é tudo que o Liverpool não quer no momento. Neste domingo, em Craven Cottage, o Liverpool teve mais sorte que juízo.