Liverpool, enfim, deslanchou na Champions League e goleou a Atalanta sem piedade: 5 a 0

O Liverpool havia vencido as duas primeiras rodadas da fase de grupos da Champions League, sem brilhar, sem jogar muito bem e também sem se esforçar demais. Se a estratégia era economizar energias para os duelos contra a Atalanta, que teoricamente decidirão o primeiro colocado, deu certo. Nesta terça-feira, os Reds enfim deslancharam na competição e, com três gols de Diogo Jota, golearam impiedosamente os italianos, por 5 a 0.

Foi também uma questão de encaixe. O Liverpool transitou para ser um time mais equilibrado nas últimas duas temporadas, mas ainda é absolutamente fatal quando consegue espaço para a velocidade dos seus atacantes. Desde o primeiro tempo, o mapa da mina eram as bolas lançadas nas costas da linha de defesa alta da Atalanta. Pouco depois do intervalo, os Reds emendaram uma sequência de contra-ataques e ações verticais que deixaram os adversários meio tontos.

Foi uma partida nos moldes de como era o Liverpool nos primeiros anos com Klopp, antes de a defesa dar um salto de qualidade, em parte pelas contratações de Van Dijk e Alisson. Um ataque formidável, especialmente na transição, e fragilidades defensivas. A Atalanta criou muitas chances também, mas foi menos eficiente e, agora, o Liverpool tem um goleiro de primeira linha que fez seis defesas ao longo da partida.

Diogo Jota vinha pedindo passagem nas últimas semanas, em contraste com a fase apagada de Roberto Firmino – que vem desde o Mundial de Clubes do fim do ano passado. Ganhou uma chance entre os titulares e não decepcionou. Saiu nas costas da defesa para encontrar o passe em profundidade de Trent Alexander-Arnold, ganhou de José Palomino no corpo e tocou com classe na saída de Sportiello para fazer 1 a 0, aos 16 minutos do primeiro tempo.

Os times haviam trocado alguns golpes antes disso, e Zapata respondeu com uma bola no travessão de Alisson, mas partiu do meio-campo de uma posição de impedimento. Aos 33, Jota recebeu o lançamento de Joe Gomez pela esquerda da grande área, dominou tirando Hans Hateboer da jogada e bateu de direita no canto para ampliar para 2 a 0.

No começo do segundo tempo, o Liverpool foi implacável. Jones afastou uma cobrança de escanteio da Atalanta direto ao círculo central, onde Salah fez contato com a bola e arrancou em alta velocidade. Dentro da área, cortou à perna esquerda e bateu alto para fazer o terceiro. Arnold cobrou lateral para Salah, que soltou rápido com Mané, que corria no espaço entre os defensores da Atalanta. Na cara do gol, o senegalês tocou por cobertura e deu início à goleada.

Jota fechou os trabalhos em outro contra-ataque. Mané partiu da esquerda e lançou nas costas da defesa. O português ganhou a dividida com Sportiello e ficou com o gol vazio à sua frente para completar a sua tripleta. Fez seu sétimo gol em dez jogos com a camisa do Liverpool.

O relógio ainda anotava dez minutos do segundo tempo quando o jogo ficou muito além do alcance da Atalanta. O gol de honra ainda quase saiu. Duván Zapata recebeu pela esquerda, deixou Gomez com o bumbum no chão e acertou o travessão de Alisson, que depois precisou fazer uma grande defesa em outra jogada maravilhosa do colombiano. Ele avançou pela direita, passou entre Gomez e Milner e bateu cruzado. Alisson conseguiu espalmar.

O Liverpool também teve situações para fazer o sexto, mas não encaixou as jogadas tão bem quanto nos cinco gols. Klopp seguiu com seu plano de rodar os jogadores, com três substituições por volta dos 20 minutos. Roberto Firmino foi uma delas. Houve uma jogada bem representativa do seu momento. Puxou um contra-ataque em diagonal e tinha Mané atacando o espaço. Sempre foi seu instinto passar a bola ao companheiro nessas situações, mas achou que deveria tentar fazer o gol para ganhar certa moral. Deu mais um toque na bola em busca do ângulo, mas seu chute foi bloqueado na entrada da área.

A situação fica ótima para o Liverpool, com nove pontos em três jogos. Pode garantir a classificação na próxima rodada se empatar com a Atalanta em Anfield, o que daria mais espaço de manobra para Klopp administrar o corpo do seu elenco nas partidas finais.

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