O Liverpool anunciou nesta quarta-feira a venda do clube para a New England Sports Ventures, dona do popular time de beisebol Boston Red Sox. Em comunicado no site oficial, os Reds confirmam um acordo com o grupo norte-americano. A confirmação do negócio, porém, depende de aprovação da Premier League e da resolução de uma disputa judicial entre a direção do Liverpool e os proprietários do clube.

“Estou feliz por temos concluído com sucesso o processo de venda, que foi extenso”, afirma o presidente Martin Broughton, nomeado em abril, quando os proprietários do Liverpool, Tom Hicks e George Gillett, decidiram colocar o clube à venda. “A direção decidiu aceitar a proposta da NESV por atender aos critérios que determinamos para potenciais novos donos”.

“A filosofia da NESV é toda sobre vitórias, e eles demonstraram isso no Red Sox. Nós os encontramos em Boston, Londres e Liverpool por diversas semanas, e estou imensamente impressionado com o que eles alcançaram e com a visão deles para o Liverpool”, comenta Broughton.

A proposta do grupo norte-americano zera as dívidas do clube e permite projetar investimentos na equipe, atualmente na zona de rebaixamento da Premier League. Hicks e Gillett, no entanto, estão insatisfeitos com o fato de a oferta não gerar lucro em relação ao dinheiro investido para a compra do Liverpool em 2007, razão pela qual a venda ainda depende de uma resolução legal.

“Ao remover o fardo das dívidas, essa oferta nos permite pensar em investir no time. Só estou decepcionado pelo fato de os donos terem tentado de tudo para evitar o negócio de acontecer, e por precisarmos passar por procedimentos legais para completar a venda”, explicou Broughton.

De acordo com a imprensa inglesa, Hicks e Gillett tentaram remover de seus cargos o diretor administrativo Christian Purslow e o diretor comercial Ian Ayre, substituindo-os por Mack Hicks, filho de Tom Hicks, e Lori Kay McCutcheon, vice-presidente e responsável financeiro da Hicks Holdings.