Liverpool ainda não entusiasma contra os mais fracos, mas vem mantendo boa sequência

Reds batem o Swansea em Gales e assumem a vice-liderança, mesmo não tendo tido uma ótima atuação

É impressionante a diferença entre o futebol que o Liverpool apresenta contra rivais e equipes fortes e contra times menos expressivos. Tudo bem que ainda tem muito chão ao longo da temporada e neste domingo se encerra, ainda, a sétima rodada da Premier League. Porém, já beira a previsibilidade quais partidas dos Reds poderão ser denominadas como “jogão”. A deste sábado, contra o Swansea, não foi diferente desse contexto desproporcional. Foi tecnicamente bem mediana. Mas o bom futebol pouco importa, desde que três pontos sejam somados. E foi isso o que aconteceu.

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Com a vitória por um placar de 2 a 1 sobre o Swansea, em Gales, o Liverpool segue mantendo boa sequência e agora fica na cola do líder Manchester City, que se encontra dois pontos a frente na tabela (tendo um confronto a menos). Mas a vice-liderança não teria sido assumida se o time tivesse preservado a postura que teve durante o primeiro tempo de partida. Poucos minutos após o apito inicial, jogando por uma bola, o time da casa teve uma chance de ouro de abrir o placar. Não muito tempo depois, outra oportunidade surgiu. Desta vez, os anfitriões não a dissiparam, e Leroy Fer fez 1 a 0 para o Swansea com menos de dez minutos de bola rolando. Choque para o Liverpool, mas não o suficiente para acordar depois disso.

O jogo só teve início para os agora vice-líderes na volta do vestiário, no qual Jürgen Klopp provavelmente deu, por meio de palavras, o resto do baque necessário aos seus comandados, que não criaram nada ao longo da primeira etapa. Nathaniel Clyne, Roberto Firmino e Saio Mané começaram o segundo tempo a todo vapor, e não demorou muito para que o brasileiro igualasse o placar, de cabeça. A partir daí, o Swansea voltou a se fechar no campo de defesa e a jogar por uma bola. E, como consequência, só deu Liverpool depois do gol de empate. A virada, por sua vez, só veio aos 40 minutos, com James Milner acertando sua quarta cobrança de pênalti (de quatro penalidades que os Reds sofreram nesta temporada).

Não desmerecendo o Swansea, que deu um trabalho danado para o City jogando em casa, mas o Liverpool tem time para produzir mais do que fez no Liberty Stadium neste sábado. Não foi um jogo ruim, mas a equipe inglesa poderia ter imposto seu ritmo desde o começo, como fez na goleada diante do Hull City. E além dos autores dos gols, é importante destacar as atuações de Clyne, Mané e até de Georgino Wijnaldum, incansáveis do início ao fim e responsáveis por dar intensidade às jogadas. Os dois últimos, aliás, contratações recentes que têm valido um tanto o investimento.