Em entrevista coletiva dada a jornalistas estrangeiros nesta quinta, Marcelo Lippi tratou de diminuir a euforia em torno da seleção italiana. O clima positivo, criado após a goleada por 4 a 0 no amistoso disputado em 1º de março, não faz a cabeça do treinador. Além disso, o técnico admitiu que, mesmo depois da derrota, a equipe alemã não pode ser considerada fora do grupo dos favoritos para a conquista da Copa.

“É preciso relativizar este resultado e sobretudo não julgar a Alemanha por aquela partida. No Mundial, na casa deles, os alemães poderão ter um desempenho bem superior. Não gostaria de falar sobre o trabalho de meu colega alemão [o treinador Jürgen Klinsmann]. Se ele não tem sorte, deve ter suas razões, mas isto não é meu problema”, disse Lippi.

O treinador também falou a respeito de EUA, República Tcheca e Gana, os rivais na primeira fase do Mundial. “Temos uma grande consideração e um respeito total por nossos adversários, mas não tememos um em particular. Devemos estar sobretudo conscientes de nossa força e nossas possibilidades, pois temos condições de encarar de igual para igual todas as equipes que tivermos pela frente”, afirmou.

Lippi respondeu às queixas pelo longo jejum italiano em Mundiais. “A Itália não ganha a Copa desde 1982, mas ela teve bons desempenhos. Ela chegou à final de 94, vencida nos pênaltis pelo Brasil, terminou em terceiro em 90 e, quinze segundos antes, teria conquistado a Eurocopa de 200o contra a França. Portanto, não se deve ter uma idéia tão negativa assim do futebol italiano”.