O que não dá para dizer é que faltou emoção na quarta rodada da Copa da Inglaterra. Na sexta-feira e no sábado, os grandes ficaram pelo caminho em jogos épicos e viradas improváveis ou foram forçados a disputar um jogo de volta por pequenos. O vírus da zebra chegou ao Arsenal, mas este estava vacinado. Conseguiu se curar a tempo de vencer o Brighton por 3 a 2 e avançar na FA Cup.

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A epidemia parecia estar restrita aos dias anteriores quando Walcott abriu o placar antes dos dois minutos. Ozil ampliou, aos 24, em boa jogada de Rosicky, e o Arsenal só não ampliou mais porque não viu a necessidade de forçar. A classificação parecia encaminhada. Era uma questão de administrar.

O Brighton não deu a mínima para isso. Voltou ligado no segundo tempo e, na base do coração, foi em busca do empate para pelo menos forçar uma partida de volta e conhecer o Emirates. Chris O’Grady descontou na volta do intervalo e pressionou o Arsenal. Rosicky, decisivo, fez 3 a 1 com um belo chute, mas o Brighton voltou à tona: Sam Baldock diminuiu.

Começou um abafa, e o Arsenal se viu obrigado a tocar a bola no campo de ataque para gastar o tempo contra um time da segunda divisão. Ainda houve um lance polêmico no finalzinho, uma bola cortada por Chambers com a mão, que o árbitro ignorou. Para ser justo, houve outra jogada parecida antriormente, a favor do Arsenal, também não marcada. Fica a interpretação de cada um.

De qualquer jeito, o Arsenal teve que correr mais do que o esperado quando abriu 2 a 0 no placar, mas conseguiu se classificar. Dentro da epidemia de zebras que foi a quarta rodada da FA Cup, está bom o bastante.