CORINTHIANS
por Ubiratan Leal

Sport Club Corinthians Paulista
Estádio: Pacaembu (40.199 lugares)
Site: corinthians.com.br
Técnico: Tite
Destaques: Paulinho, Alex, Liédson, Ralf
Principais títulos: 1 Mundial, 5 Brasileiros, 3 Copas do Brasil, 5 Rio-São Paulo, 26 Paulistas
Na Libertadores: 1 semifinal (2000)

A diretoria tem feito uma grande força para não dar à Libertadores um valor excessivo, para ela não se tornar uma obsessão. Compreensível, considerando que a pressão é tamanha que o clube se altera tanto em torneios continentais a ponto de não passar por um mata-mata da Libertadores desde as quartas de final de 2000. Para esta temporada, o clube não fez loucuras financeiras. Insinuou-se com uma proposta milionária por Montillo, mas levou Douglas por um valor mais modesto. De resto, manteve o elenco mais lutador que brilhante, que marca forte no meio-campo, troca muitos passes e que dificilmente vence por larga vantagem. Talvez falte aquele jogador de decisão para os jogos intrincados da Libertadores, os laterais não são confiáveis e faltam opções no banco para as funções defensivas, mas o grupo da segunda fase é acessível e não deve dar dores de cabeça.

CRUZ AZUL
por Pedro Venâncio

Club Deportivo, Social y Cultural Cruz Azul A.C.
Estádio: Azul (35.161 lugares)
Site: cruz-azul.com.mx
Técnico: Enrique Meza
Destaques: Gerardo Torrado, Edixon Perea, Cristián Giménez,
Principais títulos: 5 Concachampions, 11 Mexicanos
Na Libertadores: 1 vice (2010)

Experiência internacional é o que não falta para o elenco do Cruz Azul que disputará a Libertadores. Nomes como Christián Giménez, Gerardo Torrado, Omar Bravo, Waldo Ponce e até mesmo o ex-gremista Edixon Perea fazem parte de uma equipe que poderá incomodar muito quando jogar dentro de casa. O técnico Enrique Meza, que está no cargo desde 2009, já conhece bem o grupo, o que é outro ponto positivo. Resta saber, no entanto, se ele utilizará força máxima em todos os confrontos da competição, pois o time disputa o Campeonato Mexicano e, se fizer novamente boa campanha, poderá priorizar a competição local. O atacante argentino Emanuel Villa, não tão badalado quanto os companheiros, surge como a principal esperança de gols.

DEPORTIVO TÁCHIRA
por Gabriel Dudziak

Deportivo Táchira Fútbol Club
Estádio: Polideportivo de Pueblo Nuevo, San Cristóbal (38.755 lugares)
Site: deportivotachira.com
Técnico: Jaime de La Pava
Destaques: Sergio Herrera (A)
Principais títulos: 7 Venezuelanos
Na Libertadores: 1 quartas de final (2004)

Procurando um bom futebol desde dezembro de 2010, o Deportivo Táchira chega à Libertadores com o desejo de minimizar o provável vexame. Desde que venceu o Apertura 2010 a equipe não atua bem e não consegue resultados. No Clausura 2011 chegou em 14º lugar, mas teve uma alegria após vencer o Zamora na decisão do título nacional. A vitória poderia significar a chegada de novos tempos para o carrossel aurinegro, mas o 13º lugar no Apertura 2011, disputado no segundo semestre, fez a equipe colocar os pés no chão. Nem mesmo o início da atual temporada é favorável: o Táchira já perdeu pontos importantes no Clausura e dificilmente vai lutar pelo título. Resta ao técnico Jaime de La Pava, recém-chegado ao clube, tentar mudar o panorama durante o torneio continental. O atacante Sergio Herrera é um oásis de bom futebol nos aurinegros.

NACIONAL-PAR
por Pedro Venâncio

Club Nacional
Estádio: Arsenio Erico (8.500 lugares)
Site: clubnacional.com.py
Técnico: Javier Torrente
Destaques: Ariel Bogado, Rodrigo Teixeira, Silvio Torales
Principais títulos: 8 Paraguaios
Na Libertadores: 5 primeira fase (1983, 1986, 2006, 2009, 2010)

Campeão do Torneo Apertura em 2011, o Nacional tem se destacado nos  últimos anos por fazer sucesso dentro do Paraguai, mas não conseguir o mesmo destaque nas competições sul-americanas. Em 2012, tudo se encaminha para isso novamente. O time não mudou muito em relação ao ano passado, e já teve uma queda de produção no segundo semestre, após a saída do atacante Victor Aquino para o Newell´s Old Boys. Sem ele, resta ao brasileiro Rodrigo Teixeira, experiente atacante que já disputou a Libertadores por times paraguaios e equatorianos, e ao também rodado Ariel Bogado a missão de fazer os gols da equipe. Entre as revelações, o destaque é Silvio Torales, meio-campista de apenas 20 anos que já atuou na seleção principal do Paraguai.