ALIANZA LIMA
Por Gabriel Dudziak

Club Alianza Lima
Estádio: Alejandro Villanueva, Lima (35.000 lugares)
Site: clubalianzalima.com
Técnico: José Soto
Destaques: Johnnier Montaño, Salomón Libman, Joazinho Arroé e José Carlos “Zlatan” Fernández
Principais títulos: 22 Peruanos
Na Libertadores: Semifinal (1976 e 1978)

Um grande em crise dentro e fora das quatro linhas. Este é o Alianza Lima que caiu no grupo da morte da Libertadores. Líder do peruano 2011 durante quase toda a competição, os aliancistas perderam o Descentralizado 2011 para o Juan Aurich nos pênaltis e continuam com um incômodo jejum de cinco anos sem títulos. Mais: o Alianza segue com sérios problemas administrativos e financeiros. Os jogadores não recebem há três meses e alguns inclusive já deixaram o clube pela falta de pagamentos. Neste momento o clube sequer pode contar com seu principal reforço para a temporada, uma vez que o meia Fernando Meneses tem um imbróglio contratual com a Universidad Católica. Dessa maneira o novato técnico Jose Soto, que era auxiliar e assumiu em dezembro, vai tentar a classificação com os destaques do Peruano, como o meia Johnnier Montaño e o atacante Zlatan Fernández, que teve um ótimo 2010 pelo próprio clube da capital.

LIBERTAD
por Pedro Venâncio

Club Libertad
Estádio: Dr Nicolás Leoz (10.000 lugares)
Site: clublibertad.com.py
Técnico: Jorge Burruchaga
Destaques: Victor Cáceres, Rodolfo Gamarra, José Nuñez, Pablo Velázquez
Principais títulos: 15 Paraguaios
Na Libertadores: 2 semifinais (1977 e 2006)

Presença constante nas últimas edições da Copa Libertadores, o Libertad manteve em seu elenco várias figurinhas carimbadas como o atacante Rodolfo Gamarra, o volante Victor Cáceres e o lateral Miguel Samudio. A experiência no torneio e o entrosamento foi fundamental para que o time, terceiro colocado no Campeonato Paraguaio em 2011, vencesse o El Nacional na Pré-Libertadores. Entre as novidades em relação ao ano passado, estão nomes como o goleiro uruguaio Rodrigo Muñoz e o atacante Pablo Velázquez, além do meia Jonathan Santana e do técnico argentino Jorge Burruchaga, que substitui Gregorio Perez.

NACIONAL-URU
por Felipe Lobo

Club Nacional de Fútbol
Estádio: Gran Parque Central (25.500 lugares)
Site: nacional.com.uy
Técnico: Marcelo Gallardo
Destaques: Álvaro Recoba, Tabaré Viudez, Vicente Sánchez
Principais títulos: 3 Mundiais, 3 Libertadores, 43 Uruguaios
Na Libertadores: 3 títulos (1971, 1980, 1988)

O Nacional chega à Libertadores como o atual campeão uruguaio, além de campeão do Apertura. Foi o melhor ataque, junto com o rival Peñarol, e deve se armar no 4-3-1-2, apostando no veterano Álvaro Recoba e nos atacantes Vicente Sánchez, veterano de 32 anos, e Tabaré Viudez, aposta de 22. A principal característica dos dois é a velocidade, o que deve ser a aposta do tricolor uruguaio. Com três jogadores correndo no meio-campo (Israel Damonte, Facundo Píriz, Maximiliano Calzada) para deixar Recoba solto, o time tem no seu trio ofensivo a maior arma. Na defesa, trouxe o veterano Andrés Scotti, que forma a zaga com Alexis Rolín. No Grupo 5, o Nacional terá o Vasco como principal concorrente à liderança, mas tem adversários que podem causar perigo. Tanto Alianza Lima quanto Libertad devem fazer jogo duro em casa. O Nacional terá que se garantir especialmente jogando em casa.

VASCO
por Ubiratan Leal

Clube de Regatas Vasco da Gama
Estádio: São Januário (25.000 lugares)
Site: crvascodagama.com
Técnico: Cristóvão Borges
Destaques: Juninho Pernambucano, Dedé, Diego Souza, Felipe, Fernando Prass, Rômulo
Principais títulos: 1 Libertadores, 1 Mercosul, 4 Brasileiros, 1 Copa do Brasil
Na Libertadores: 1 título (1998)

O Vasco provou ter um bom time em 2011. Uma equipe em que o astro maior está na defesa – e Dedé ganhou a companhia do bom Rodolfo – e, do meio para a frente, conta com talento (Diego Souza, Felipe) e experiência (Felipe, Juninho). Mas há algumas interrogações. A primeira é ver se os vascaínos, já frios pela parada das férias, manterão a conexão da temporada passada, comum time confiante e compromissado em voltar a se sentir grande depois de uma crise profunda. Outra questão é se, com uma temporada no início, Cristóvão terá confiança de dirigentes e torcedores para ser mantido mesmo quando houver sinal de problemas (já que o retorno de Ricardo Gomes parece pouco provável para um futuro imediato). Ainda assim, se mostrar o futebol de 2011, pode ir bem longe na Libertadores.