BOLÍVAR
Por Gabriel Dudziak

Fútbol Club Bolívar
Estadio: Hernando Siles, La Paz (42.000 lugares)
Site: clubbolivar.com
Técnico: Ángel Guillermo Hoyos
Destaques: William Ferreira, Juan Carlos Arce e Damián Lizio
Principais títulos: 17 Bolivianos
Na Libertadores: 1 semifinal (1986)

Vencer três jogos em casa é o sonho de qualquer time na Libertadores, mas deve ser a única opção para o Bolívar. Com uma equipe flagrantemente abaixo do nível dos demais integrantes do grupo, restará a La Academia apostar na altitude de La Paz e na capacidade de aproveitar o momento não tão bom dos adversários chilenos para tentar uma classificação às oitavas. A equipe dirigida pelo argentino Ángel Guillermo Hoyos – desde o final de 2010 no cargo – está no torneio continental por sua campanha no primeiro semestre de 2011, quando venceu o Adecuación. No segundo semestre a equipe teve novos bons desempenhos na fase de pontos corridos, mas foi goleada pelo The Strongest nas quartas de final, ficando fora da disputa pelo título. Dentro das quatro linhas de sua casa o maior campeão boliviano aposta na qualidade do ataque, que deve ser formado pelo goleador uruguaio William Ferreira e o recém-chegado Juan Carlos Arce. Fora de seus domínios, a estratégia será todo mundo atrás da linha da bola e chutão pra frente.

JUNIOR BARRANQUILLA
por Leandro Stein

Corporación Popular Deportiva Junior
Estádio: Metropolitano Roberto Meléndez (62.000 lugares)
Site: juniorbarranquilla.com
Técnico: José Eugenio Hernández
Destaques: Sebastián Viera, Giovanni Hernández, Luis Páez, Vladimir Hernández
Principais títulos: 7 Colombianos
Na Libertadores: 1 semifinal (1994)

Apesar de ter conquistado o título do Clausura em dezembro, o Junior não parece tão embalado assim para a disputa da Libertadores. O técnico José Eugenio Hernández chegou em setembro, mas seu aproveitamento se limita a cerca de 50% dos pontos disputados. De qualquer maneira, os tiburones demonstraram possuir um equilíbrio notável em momentos de pressão, suportando resultados desfavoráveis e disputas por pênaltis. No início do Apertura Colombiano em 2012 a equipe não foi bem. A reação negativa é explicada pela transferência de alguns titulares, sobretudo do artilheiro Carlos Bacca. As contratações feitas até aqui foram tímidas, enquanto a equipe procura alguém que capitalize as ações ofensivas. Geralmente organizado pelo técnico José Eugenio Hernández em um esquema 4-2-3-1, a principal referência do time é o veterano camisa 10 Giovanni Hernández. Já na defesa, o nome mais tarimbado é o do goleiro Sebastián Viera.

UNIÓN ESPAÑOLA
por Pedro Venâncio

Club Unión Española S.A.D.P
Estádio: Santa Laura (22.500 lugares)
Técnico: José Luis Sierra
Destaques: Sebastián Jaime, Emanuel Herrera
Principais títulos: 6 Chilenos
Na Libertadores: 1 vice (1975)

Beneficiada pelo fato do Tigres ter atuado com o time reserva, a Unión Española venceu o confronto da Pré-Libertadores contra o time mexicano e segue apostando na força coletiva para surpreender os adversários. Os destaques individuais seguem sendo os atacantes Sebastián Jaime e Emanuel Herrera, autores dos gols da classificação no empate por 2 a 2 no México. No banco de reservas, está o técnico José Luis Sierra, aquele mesmo que brilhou na Copa Libertadores de 1994 pelo time e chamou a atenção do São Paulo, que o contratou logo depois, mas não o viu brilhar em gramados brasileiros.

UNIVERSIDAD CATÓLICA
por Leandro Stein

Club Deportivo Universidad Católica
Estádio: San Carlos de Apoquindo (20.000 lugares)
Site: lacatolica.cl
Técnico: Mario Lepe
Destaques: Cristopher Toselli, Cristian Álvarez, Matías Mier, Matías Campos Toro
Principais títulos: 10 Chilenos, 5 Copas do Chile
Na Libertadores: 1 vice (1993)

Ainda que o título do Clausura 2011 não tenha vindo, a Católica teve o gostinho de quebrar a invencibilidade da Universidad de Chile. E o segundo semestre, que prometia ser desastroso após série de cinco derrotas entre setembro e outubro, terminou com a ascensão dos cruzados. Contudo, algumas mudanças significativas ocorreram no elenco durante a atual pré-temporada, incluindo a partida de jogadores-chave, como o defensor Roberto Cereceda e o meia Milován Mirosevic. E, apesar das boas contratações, entre elas Matías Campos Toro e Michael Rios, o time sentiu falta dos antigos destaques nas primeiras rodadas do Apertura 2012 – sobretudo de Mirosevic na criação de jogo. Sem o antigo camisa 10 a cobrança se dobra sobre Matías Mier, que busca repetir as atuações que o projetaram com o Peñarol na última Libertadores. Na ausência alguém que acumule responsabilidades no ataque, a segurança do time se estabelece na qualidade da defesa, principalmente no goleiro Christopher Toselli.