Ao longo das últimas temporadas, o Werder Bremen foi um dos sacos de pancadas favoritos do Bayern de Munique. Os bávaros haviam vencido os 15 jogos anteriores, com 57 gols marcados e apenas oito sofridos neste intervalo. Bem, os Verdes não conseguiram interromper a sequência neste sábado, no Weserstadion. Mas deram mais trabalho ao time de Carlo Ancelotti do que muitos poderiam esperar. Os visitantes acabaram salvos apenas nos 20 minutos finais, graças a Robert Lewandowski. O centroavante chamou a responsabilidade e anotou os dois tentos no triunfo por 2 a 0, que mantém o Bayern com 100% de aproveitamento na Bundesliga.

As boas notícias para o Bayern ficavam por conta dos retornos de Manuel Neuer e Thiago Alcântara. Além disso, os bávaros contaram com uma escalação mais recheada de destaques individuais, com Arjen Robben e Franck Ribéry nas pontas, além de Arturo Vidal e Corentin Tolisso compondo a dupla de volantes. Não foi isso, contudo, que facilitou a vida. O Werder Bremen conteve o bombardeio inicial, sobretudo pela boa atuação do goleiro Jiri Pavlenka, enquanto o travessão evitou o tento de Tolisso. Já do outro lado, os anfitriões tiveram uma rara chegada, salva pela defesa alvirrubra.

O jogo era travado ao Bayern e o time custava a criar ocasiões na volta do intervalo. O cenário só mudou a partir dos 20 minutos do segundo tempo, quando a sólida marcação do Bremen começou a vacilar. Assim, nasceram os gols. Aos 27, Kingsley Coman (substituindo Robben pouco antes) cruzou para Lewandowski escorar às redes de letra. O lance causou dúvidas sobre o posicionamento do centroavante, mas acabou validado pelo VAR. E o polonês não deixaria margem à discussão três minutos depois, quando ampliou. Ele fez toda a jogada individual, fintou dois marcadores e finalizou por entre as pernas de Pavlenka. Com o resultado assegurado, os bávaros tiraram o pé.

Assim como na temporada passada, o Bayern de Munique vive as suas oscilações. Independentemente disso, os três pontos estão assegurados. Neste sábado, um dos pontos altos ficou por conta da participatividade dos volantes, com Vidal e Tolisso aparecendo bastante. Podem se transformar em protagonistas necessários a Ancelotti, considerando a falta de coesão que o time por vezes apresentava. E com Lewandowski afiado como sempre, os pentacampeões nacionais sabem que suas chances aumentam exponencialmente.