Leste Europeu

[Vídeo] Um dia no clássico mais feroz do mundo: Estrela Vermelha x Partizan

Todo grande clássico nunca é apenas um clássico. Claro que a briga por títulos importa, a hegemonia dentro de campo. Mas essa é apenas uma parte da história, às vezes pequena. Uma rivalidade só se torna grandiosa quando os limites ultrapassam o que acontece dentro de campo. Quase sempre, por motivações econômicas, sociais, culturais ou políticas. É quando o futebol ultrapassa os seus próprios limites para falar da vida. E em poucos clássicos pelo mundo essa relação é tão intensa quanto em Belgrado. Estrela Vermelha e Partizan, os opostos no autointitulado Dérbi Eterno.

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As diferenças vêm desde a formação dos clubes. As instituições que originaram o Estrela Vermelha e o Partizan lutaram juntos para expulsar os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas nem sempre estiveram lado a lado no surgimento da Iugoslávia. A oposição se enraizou na própria consolidação da sociedade local. E atravessou diversos percalços ao longo das últimas sete décadas: o fim do comunismo, a fragmentação do país, a guerra. Energias que hoje basicamente se concentram no clássico, um dos mais tensos do planeta.

O último Dérbi Eterno, realizado no sábado passado, representou bastante essa carga explosiva. Torcedores e policiais se enfrentaram nas arquibancadas do Marakana antes de a bola rolar e atrasaram o início de jogo. Para, depois, a festa tomar conta das arquibancadas em um 0 a 0 bastante tenso, que encaminhou o Partizan ao título. Excelente canal do Youtube, o Copa 90 produziu um vídeo para apresentar toda essa atmosfera.

O áudio é em inglês, com a opção de legendas traduzidas. Mas, se você não captar a mensagem, nem precisa. Depois de uma contextualização geral, o que vale mesmo são as cenas espetaculares apresentadas a partir de três minutos. Para arrepiar qualquer um:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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