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Relembre todas as mágicas de Hagi em seu maior jogo: Romênia 3×2 Argentina, na Copa de 94

Poucas datas são tão marcantes no futebol quanto 5 de fevereiro. Afinal, o dia parece predestinado a trazer craques ao mundo. Francisco Varallo, a lenda do Boca Juniors na década de 1930, puxa a fila de uma lista que também conta com Cristiano Ronaldo, Neymar, Tevez, Cesare Maldini, entre outros. E Gheorghe Hagi. Pois, em meio a tantos ícones, o camisa 10 romeno compete para ser o mais cerebral. Não precisava de um físico privilegiado para sobrar em campo. Bastava usar a cabeça e a habilidade dos pés. Conseguia pensar segundos antes do que a maioria de seus marcadores, e por isso os enganava com tanta facilidade. Não à toa, marcou história nas décadas de 1980 e 1990.

Quando teve a chance no Barcelona e no Real Madrid, Hagi não se saiu tão bem. Mas nem de longe dá para dizer que sua carreira em clubes foi ruim. No Steaua Bucareste, ajudou a manter os romenos como uma potência continental, campeão da Supercopa Europeia e vice da Copa dos Campeões. Já no Galatasaray, também se coloca entre os maiores ídolos da história, referência do time que ganhou a Copa da Uefa e a Supercopa em 2000. E, além do Sportul Studențesc, onde estourou, ainda teve seus momentos na breve passagem pela Serie A, no Brescia. Um prelúdio de seu ápice em 1994.

Por tudo o que jogou no Mundial dos Estados Unidos, Hagi já merecia um lugar entre os maiores armadores da história. Distribuindo as suas mágicas em campo, levou a Romênia até as quartas de final, eliminada apenas nos pênaltis pela Suécia. Marcou aquela Copa com grandes atuações individuais, destroçando a Argentina nas oitavas. Se Maradona acabou impedido pela Fifa de seguir na competição, outro camisa 10 honrou o número naquela ocasião. Um show dos romenos, que merece ser relembrado no dia em que o craque completa 51 anos. O jogo mais famoso de sua carreira:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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