Leste Europeu

Problemas à vista

A notícia deixou muita gente surpresa. No início da semana, o Amkar Perm anunciou que, voluntariamente, não pretende disputar a primeira divisão russa na próxima temporada e com isso será rebaixado. Tudo por conta de dívidas de aproximadamente US$ 5,43 milhões (ou 167 milhões de rublos). Na semana passada o presidente do clube, Valery Chuprakov, abandonou o cargo, já dando indícios sobre o problema.

Na prática, o caso ainda está aberto. A federação russa de futebol (RFU) aguarda o pagamento das dívidas para inscrever o clube, e o Amkar, apesar do anúncio, busca patrocinadores para isso. Caso isso não aconteça, o Nizhny Novgorod, terceiro colocado da segunda divisão em 2010, subirá. Mas muita coisa ainda pode acontecer até a próxima temporada.

O Amkar – que, aliás, foi o antepnenúltimo em 2010 salvando-se na última rodada – agora corre contra o tempo, mas já sofre para montar o time. O meia búlgaro Georgi Peev, por exemplo, melhor jogador da equipe nas últimas temporadas, afirmou que não disputará o nível menor do país – sendo que isso nem é certo, já que a federação deve rebaixar o clube da região dos Montes Urais para a quarta divisão (amadora).

E o caso, infelizmente, não é inédito. Na última temporada, o Moskva passou pelo mesmo problema e foi extinto, cedendo sua vaga na divisão de elite ao Alania Vladikavkaz. Outro clube que atravessou pelo mesmo problema foi o Tom Tomsk que, após pedidos do primeiro-ministro Vladimir Putin, foi salvo da falência por diversas companhias estatais de extração de óleo e gás – principalmente da Sibéria, região onde está localizado. Houve, também, o caso do Torpedo Moscou, em 2009, rebaixado para a quarta divisão por causa de suas enormes dívidas.

Além do Amkar, outro time corre o risco de ficar de fora: o Saturn. A equipe tem dívidas superiores ao time de Perm, mas está em negociações avançadas com novos investidores, o que impediria uma ação da RFU.

A verdade é que, fora os times de Moscou, as equipes russas sofrem demais com a falta de dinheiro. Os casos de Zenit e Rubin Kazan são exceções, porque são bancados por, primeiro, uma empresa gigantesca (Gazprom), e no segundo pelo estado (República do Tartaristão). Obviamente que tudo passa por planejamento, mas é um assunto que, após a escolha da Rússia para sediar a Copa de 2018, merece ser tratado com mais atenção pelas autoridades do país.

Competições europeias

O Shakhtar Donetsk enfrentará a Roma nas oitavas de final da Liga dos Campeões, em 16 de fevereiro (Roma) e 8 de março (Donetsk). Sinceramente, considero os ucranianos favoritos.

Após liderarem o Grupo H na fase de grupos, o Shakhtar mostrou que está com um time muito bem entrosado e treinado, e vai enfrentar um adversário com um bom elenco, com uma camisa que pesa, mas que está longe de ser uma grande equipe.

Já na Liga Europa a presença de russos e ucranianos já é bem maior. Os jogos de ida da fase 16-avos serão realizados no dia 17 de fevereiro. Já as partidas de volta ocorrerão uma semana depois, no dia 24. As oitavas de final acontecerão nos dias 10 e 17 de março.

O Dynamo Kiev, que decidirá a vaga em casa, terá uma complicada missão com o Besiktas, mas o Metalist Kharkiv pegou uma pedreira pior ainda: Bayer Leverkusen, com o segundo jogo fora.

Spartak Moscou e Rubin Kazan, ambos vindos da Liga dos Campeões, farão confrontos contra equipes que fizeram o mesmo caminho: Basel e Twente, respectivamente. Mas os moscovitas disputam a segunda partida em casa.

Por fim, os favoritos ao título, Zenit São Petersburgo e CSKA Moscou, terão rivais mais fáceis, teoricamente: Young Boys e PAOK.

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Equipe Trivela

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