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Seleções de Croácia e Sérvia prometem exemplo de paz

Pela primeira vez desde a separação da Iugoslávia, as seleções de Croácia e Sérvia se enfrentarão em uma partida de futebol. O jogo da próxima sexta-feira, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, promete contar com uma atmosfera tensa no Estádio Maksimir, em Zagreb. No entanto, apesar dos conflitos entre os países, o técnico croata Igor Stimac espera que o ódio seja deixado para trás antes da partida.

“Eu imploro para que os torcedores croatas nos apoiem com o amor deles pela seleção nacional, não pelo ódio que têm pelos oponentes. Todos aqueles que forem ao jogo devem nos apoiar da maneira mais digna e, se fizerem isso, nos impulsionarão a conseguir o resultado que queremos nesta partida histórica”, declarou o treinador.

Stimac também afirmou que a partida deverá servir como exemplo de paz entre os dois países: “É uma grande chance de mostrar a todos, incluindo a Fifa e a Uefa, do que realmente gostamos. Os dois times têm capacidade de manter este evento dentro do campo e mostrar ao mundo que somos grandes nações do futebol”.

Técnico da Sérvia, Sinisa Mihajlovic manteve o discurso pacífico: “Iremos para aproveitar nosso futebol e meus jogadores não precisam de um discurso motivacional para esta partida. Os croatas devem dar o melhor deles, mas precisamos manter a calma e evitar a ansiedade antes do início do dérbi”. O treinador, que incentivou seus jogadores a aplaudirem os hinos dos adversários, afirmou que a postura não mudará contra os croatas.

Considerando também o histórico de violência entre os torcedores dos dois países, as federações concordaram em disputar os jogos sem torcida visitante. Os croatas ocupam a segunda colocação do Grupo A das eliminatórias, com dez pontos, enquanto os sérvios aparecem em terceiro, com quatro pontos. A chave também é composta por Bélgica, Macedônia, País de Gales e Escócia.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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